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PCC resgata três detentos da Gameleira

Agepen não explica episódio de presídio de segurança

21 JUL 2026 • POR Redação Douranews • 21h04
Grade de tela foi serrada para evasão dos fugitivos - Reprodução

Seis criminosos participaram do resgate de três detentos no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, na noite de segunda-feira (20), em Mato Grosso do Sul. Entre os fugitivos está Ítalo de Moraes, que teria ligações com José Cláudio Arantes, o "Tio Arantes", apontado pelas forças de segurança como uma das principais chefes da facção criminosa PCC, o Primeiro Comando da Capital no Estado.

Conforme apurado pelo portal g1, três integrantes do grupo invadiram a unidade prisional enquanto outros três deram apoio do lado de fora. Os criminosos arrombaram cadeados e libertaram os presos, que estavam em uma área de isolamento do presídio. Nenhum dos fugitivos havia sido encontrado.

Além de Ítalo, fugiram Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa. Ambos são apontados como comparsas do sobrinho de "Tio Arantes" e integrantes da mesma facção. Em nota, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que não houve confronto nem registro de pessoas armadas durante a ação.

"Não houve confronto, invasão de grupos armados, tampouco registro de indivíduos portando armamento durante a ação. A estrutura de contenção já foi restabelecida, e já foi instaurado procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da evasão", diz parte da nota. 

Sem explicação

Embora o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira seja classificado como uma unidade de segurança mínima voltada ao regime semiaberto, o local conta com um setor de isolamento, ala de onde os detentos foram resgatados. A Agepen, no entanto, não especificou o motivo de o trio estar isolado nessa área no momento da invasão.

Segundo a autarquia, a estrutura de contenção da unidade foi restabelecida logo após a fuga. Um procedimento administrativo foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso. A agência acrescentou que a Polícia Penal agiu imediatamente e trabalha de forma integrada com as forças de segurança pública para localizar e recapturar os fugitivos.

A evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para bloquear os cadastros dos detentos. O caso foi comunicado à 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, responsável por expedir os novos mandados de prisão.

O Sinsapp/MS (Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul) afirmou que a ocorrência não é um caso isolado e anunciou que cobrará da Agepen medidas urgentes de segurança. Segundo a entidade, a prioridade da categoria é a regulamentação da carreira para dar amparo jurídico à atuação dos servidores. A medida obrigaria a gestão a estabelecer protocolos e procedimentos de segurança que poderiam impedir incidentes dessa natureza.