PCC resgata três detentos da Gameleira
Agepen não explica episódio de presídio de segurança
Seis criminosos participaram do resgate de três detentos no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, na noite de segunda-feira (20), em Mato Grosso do Sul. Entre os fugitivos está Ítalo de Moraes, que teria ligações com José Cláudio Arantes, o "Tio Arantes", apontado pelas forças de segurança como uma das principais chefes da facção criminosa PCC, o Primeiro Comando da Capital no Estado.
Conforme apurado pelo portal g1, três integrantes do grupo invadiram a unidade prisional enquanto outros três deram apoio do lado de fora. Os criminosos arrombaram cadeados e libertaram os presos, que estavam em uma área de isolamento do presídio. Nenhum dos fugitivos havia sido encontrado.
Além de Ítalo, fugiram Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa. Ambos são apontados como comparsas do sobrinho de "Tio Arantes" e integrantes da mesma facção. Em nota, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que não houve confronto nem registro de pessoas armadas durante a ação.
"Não houve confronto, invasão de grupos armados, tampouco registro de indivíduos portando armamento durante a ação. A estrutura de contenção já foi restabelecida, e já foi instaurado procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da evasão", diz parte da nota.
Sem explicação
Embora o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira seja classificado como uma unidade de segurança mínima voltada ao regime semiaberto, o local conta com um setor de isolamento, ala de onde os detentos foram resgatados. A Agepen, no entanto, não especificou o motivo de o trio estar isolado nessa área no momento da invasão.
Segundo a autarquia, a estrutura de contenção da unidade foi restabelecida logo após a fuga. Um procedimento administrativo foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso. A agência acrescentou que a Polícia Penal agiu imediatamente e trabalha de forma integrada com as forças de segurança pública para localizar e recapturar os fugitivos.
A evasão foi registrada nos sistemas de gestão prisional para bloquear os cadastros dos detentos. O caso foi comunicado à 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, responsável por expedir os novos mandados de prisão.
O Sinsapp/MS (Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul) afirmou que a ocorrência não é um caso isolado e anunciou que cobrará da Agepen medidas urgentes de segurança. Segundo a entidade, a prioridade da categoria é a regulamentação da carreira para dar amparo jurídico à atuação dos servidores. A medida obrigaria a gestão a estabelecer protocolos e procedimentos de segurança que poderiam impedir incidentes dessa natureza.