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Plano de Riedel 2 quer fazer MS crescer e incluir

Governador registra propostas para eventual segundo mandato

5 AGO 2026 • POR Assessoroia • 09h25
Riedel repete dobradinha com Barbosinha para campanha - Divulgação

Uma consulta médica realizada com apoio da telemedicina, uma escola pública equipada para preparar os estudantes para novas profissões, um serviço estadual acessado pelo celular ou uma oportunidade de emprego criada no interior. É na rotina das pessoas que o plano de governo apresentado pelo governador Eduardo Riedel (Progressistas), pré-candidato aprovado em convenção partidária à reeleição em Mato Grosso do Sul, olha para o futuro.

O documento foi protocolado nesta terça-feira (4) no sistema DivulgaCand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), plataforma que reúne as informações relativas aos registros de candidatura nas Eleições de 2026. Com 44 páginas, o plano está organizado em quatro dimensões estratégicas e estabelece como princípio central a transformação do crescimento econômico em melhoria efetiva da qualidade de vida da população.

O documento propõe consolidar, entre 2027 e 2030, um ciclo de desenvolvimento baseado em três movimentos sintetizados pela expressão “Crescer, Incluir e Transformar”. A formulação procura ligar os indicadores econômicos e fiscais às demandas concretas dos sul-mato-grossenses: acesso à saúde, qualidade da educação, segurança, emprego, renda, infraestrutura urbana e proteção social.

Na apresentação do plano, o pré-candidato define o documento como uma orientação para o futuro e, ao mesmo tempo, como uma renovação dos compromissos assumidos com a sociedade.

“O plano de governo é uma verdadeira bússola que orienta o caminho para o futuro acalentado por diferentes gerações de sul-mato-grossenses, que agora toma forma e presença na vida das pessoas. É também uma legítima ‘Carta Compromisso’, onde se reescreve e se renova o pacto de governança com a nossa sociedade organizada”, afirma Riedel no documento.

Pessoas no centro das políticas públicas

O primeiro dos quatro eixos coloca as pessoas no centro da atuação governamental. A dimensão reúne políticas de proteção social, educação, saúde, segurança pública e ampliação de oportunidades.

O objetivo apresentado é romper ciclos de vulnerabilidade que atravessam gerações. Na prática, isso significa aproximar os serviços estaduais das famílias que ainda enfrentam dificuldades para conseguir atendimento médico, manter os filhos na escola, obter qualificação profissional ou acessar um emprego com renda mais elevada.

O plano menciona a redução da extrema pobreza para 1,6% da população como um dos resultados do atual ciclo. O desafio proposto para uma eventual segunda gestão é tornar os avanços mais permanentes, reduzindo o risco de que famílias voltem à situação de vulnerabilidade quando perdem renda, emprego ou acesso a serviços essenciais.

Na educação, a proposta é associar o ensino às mudanças tecnológicas e ao futuro do trabalho. O documento destaca a presença de lousas digitais, laboratórios de robótica e plataformas de conhecimento nas escolas estaduais como exemplos de uma transformação já iniciada.

Na saúde, cita a telemedicina, que permite conectar especialistas às demandas dos usuários do Sistema Único de Saúde. O recurso representa uma tentativa de reduzir as distâncias entre os grandes centros e os municípios onde determinados atendimentos especializados não estão disponíveis de forma permanente.

A dimensão social também inclui a segurança pública. O plano relaciona a proteção da população ao uso de tecnologias integradas de monitoramento, tanto no combate ao crime quanto na resposta a eventos climáticos.

Competitividade, inovação e empregos

O segundo eixo trata do desenvolvimento econômico e da preparação de Mato Grosso do Sul para a chamada nova economia. A estratégia está baseada em competitividade, inovação, empreendedorismo e diversificação das atividades produtivas.

O plano procura sustentar que o crescimento econômico não deve ser observado apenas pelo volume de investimentos anunciados ou pela ampliação da produção. A medida mais concreta desse processo, segundo a proposta, está na capacidade de gerar trabalho, aumentar a renda e abrir perspectivas profissionais para quem vive nos municípios onde os novos empreendimentos são instalados.

A atração de indústrias, a expansão do agronegócio, a produção de energia e a incorporação de tecnologias aparecem como instrumentos para ampliar as oportunidades econômicas. Ao mesmo tempo, o documento indica que o Estado deverá investir na formação dos trabalhadores para evitar uma situação em que as vagas mais qualificadas sejam preenchidas sem participação significativa da população local.

Mato Grosso do Sul encerra o atual mandato com um crescimento quatro vezes superior ao nacional. O Estado construiu uma base econômica capaz de financiar e ampliar políticas públicas.

Território, cidades e sustentabilidade

A terceira dimensão estratégica considera o território como base do desenvolvimento. O eixo integra infraestrutura, cidades, sustentabilidade e valorização dos ativos ambientais.

A proposta associa obras rodoviárias, saneamento, mobilidade, logística e estrutura urbana à expansão econômica e à qualidade de vida. Isso significa observar não apenas as grandes rotas de exportação, mas também as condições das ruas, dos bairros e dos serviços utilizados diariamente pela população.

O meio ambiente aparece no documento como patrimônio a ser protegido e como diferencial competitivo. O plano utiliza o conceito de “Estado Verde” para defender uma conciliação entre crescimento econômico e preservação ambiental.

Riedel destaca que o agronegócio sul-mato-grossense apresentou expansão enquanto reduziu as emissões da agropecuária ao longo das últimas duas décadas. O pré-candidato também reafirma a meta de tornar Mato Grosso do Sul um território carbono neutro até 2030, antecipando em 20 anos o horizonte estabelecido pelas metas internacionais mencionadas no plano.

Nos próximos anos, Mato Grosso do Sul precisará ampliar a produção, atrair indústrias, construir infraestrutura e gerar empregos sem transformar seus recursos naturais em vítimas do próprio crescimento. Este desafio engloba especialmente no Pantanal, onde mudanças climáticas, incêndios, expansão econômica e preservação ambiental exigem políticas permanentes de prevenção, fiscalização e desenvolvimento sustentável.

Estado digital e capacidade de entrega

O quarto eixo trata da governança, da eficiência administrativa, da transformação digital e da gestão orientada a resultados. A dimensão procura fortalecer a capacidade do Estado de planejar, executar e acompanhar as políticas públicas.

O plano aponta que mais de 700 serviços públicos estaduais já podem ser acessados por sites ou smartphones. A proposta é ampliar essa digitalização e integrar informações para reduzir deslocamentos, filas, burocracia e tempo de espera.

Para quem vive longe dos grandes centros, a transformação digital pode significar não precisar viajar apenas para entregar um documento ou solicitar um serviço. Para quem mora nas cidades maiores, pode representar menos tempo perdido entre repartições e mais rapidez na solução de demandas cotidianas.

O documento defende um Estado capaz de utilizar dados, tecnologia e planejamento para tomar decisões, antecipar problemas e avaliar resultados.

A proposta também atribui ao poder público um papel que ultrapassa a prestação direta de serviços. O Estado deve atuar como articulador entre municípios, empresas, trabalhadores, universidades e organizações sociais, criando condições para o desenvolvimento e respondendo com maior agilidade às mudanças econômicas, tecnológicas e ambientais.

O crescimento chegando à vida real

O Plano de Governo de Eduardo Riedel se apoia nos resultados da economia, nos programas sociais, na modernização dos serviços públicos e nas metas ambientais. Ao mesmo tempo, reconhece um desafio decisivo: fazer com que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul seja percebido com a mesma intensidade por moradores de todos os municípios e regiões do Estado.

É nesse ponto que a proposta combina continuidade e transformação. Riedel defende a preservação das políticas que apresentaram resultados, mas também prevê a correção de falhas, a ampliação do alcance das ações e o enfrentamento dos problemas que ainda pesam sobre o cotidiano da população.

“A verdadeira transformação só será plena quando pudermos avançar, todos juntos, de mãos dadas, em direção de um novo futuro”, afirma o pré-candidato.

Ao reunir crescimento econômico, inclusão social, inovação, sustentabilidade e eficiência pública em uma mesma estratégia, o documento projeta um Mato Grosso do Sul preparado para avançar com mais equilíbrio e segurança. O horizonte apresentado é o de um Estado em que os investimentos se convertam em empregos, os avanços tecnológicos facilitem o acesso aos serviços públicos e a prosperidade seja sentida na escola, na saúde, na renda e na vida diária das famílias.

Mais do que preservar o caminho já percorrido, o plano aponta para a consolidação de uma transformação que começou a ganhar forma e que pretende chegar cada vez mais perto de cada sul-mato-grossense.