Combater o Brasil gastador é desafio do próximo Senado
Reinaldo diz que política econômica penaliza quem produz
A crise econômica que se agravou nos últimos anos, provocando o fechamento de mais de 1.700 empresas brasileiras, é de responsabilidade maior do atual Governo, afirmou o candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, em encontro político nesta semana. Segundo ele, a política que penaliza quem produz está quebrando até gigantes do varejo, como as Casas Bahia, que fecharam 298 lojas e deixaram milhares de trabalhadores sem emprego.
"Hoje, o que está acontecendo? Está tudo caro. A receita está baixa, a economia não cresce, está estagnada. Não é à toa que a Casas Bahia está fechando 298 lojas no Brasil e acumula R$ 10,1 bilhões em prejuízos, com dívidas de R$ 17,3 bilhões. A Magazine Luiza e todo o segmento do varejo estão com dificuldades. Mais de 1.700 empresas brasileiras já fecharam as portas", afirmou Reinaldo.
Em Mato Grosso do Sul foram 7 lojas das Casas Bahia fechadas, deixando 130 trabalhadores desempregados, segundo informação do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande . Foram fechadas duas lojas em Dourados, e uma em Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande, relatou o presidente Carlos Santos.
Reinaldo criticou o que chamou de "Brasil gastador".
"Um Brasil que gasta muito, que está endividando as famílias, com custo de vida alto", disse.
Segundo dados oficiais do IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, com 5,9 milhões de brasileiros desempregados e 2,3 milhões de desalentados — pessoas que desistiram de procurar trabalho. A taxa de subutilização da mão de obra chega a 12,9%. O crescimento do PIB, por sua vez, acumula apenas 2,0% em quatro trimestres, insuficiente para gerar emprego e renda em escala.
Reinaldo lembrou que, em 2018, o cenário era de bonança. "Sobrou dinheiro nos municípios e nos estados. Mesmo durante a pandemia, foi totalmente diferente para nós, no Governo do Estado, e para os prefeitos. Hoje, está tudo caro, a receita está baixa e a economia não cresce”, criticou.
O candidato também destacou o contraste com o Paraguai. "Lá, no lado paraguaio, o comércio está sendo um oásis para os brasileiros. Enquanto empresas fecham as portas aqui, o outro lado está atraindo consumidores. Essa reflexão vale para todos nós e para o país", opinou.
Para Reinaldo, a saída passa por mudar o rumo do país e eleger um Senado forte, comprometido com o setor produtivo e com a reestruturação da economia e eleger Flávio Bolsonaro à presidência da República. "O que nos faz buscar um caminho melhor? A percepção sobre o país e essa responsabilidade são de todos nós. Precisamos de um presidente capaz de efetuar as mudanças de rumo necessárias e um Senado que coloque o Brasil para crescer de novo, que valorize quem produz e devolva dignidade às famílias", conclui.