ação violenta

PM armado apavora frequentadores de conveniência

Site testemunha abordagem e questiona capacidade policial

27 AGO 2026 • POR Redação Douranews • 15h13
PM avança de pistola em punho durante abordagem - Alexandro Zinho/MalaguetaMS

Uma ação considerada truculenta de policiais militares, na noite desta quarta-feira (26), levantou suspeita sobre a capacidade, treinamento e preparo da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul para atuar no atendimento em ocorrências corriqueiras em Dourados, a segunda maior cidade do Estado.

Ao relatar essa situação, em matéria assinada por Alexandro Zinho, o site MalaguetaMS, conta que ˜após ser acionada para atender um discussão em uma conveniência, a PM chegou chegando e colocou todas as pessoas no mesmo balaio, com PM homem revistando mulher, partindo pra cima dos clientes e usando de força desproporcional durante a abordagem".

Segundo o relato, um PM demonstrando despreparo sacou a pistola e apontou para as pessoas, num gesto de intimidação e imposição de autoridade. "As pessoas entraram em pânico e a guarnição da Rádio Patrulha partiu para cima, dando voz de prisão por desacato mesmo sem nenhum cliente tendo desacatado os agentes".

Para piorar a situação, conforme testemunhou, grupos mais fragilizados foram jogados ao chão, "levaram diversas cargas de choque, foram algemados, colocados no camburão e levados para o 1° Distrito Policial", local onde a autoridade de polícia judiciária decidiu por lavrar apenas um TCO (o Termo Circunstanciado de Ocorrência) e mandou todas as vítimas dos policiais militares para casa. "Nem fiança foi arbitrada pelo delegado, diante do flagrante abuso de autoridade e violência dos policiais militares", conta a reportagem.

"O episódio dessa quarta-feira em Dourados deve acender a luz de alerta na tenente-coronel Gabriella Letícia Fernandes de Oliveira, que recentemente tomou posse no cargo de comandante do 3° Batalhão da Polícia Militar de Dourados, prometendo uma PM mais humanizada, preparada e perto da sociedade. Do jeito que está hoje, o cidadão, que paga os salários dos agentes da lei, está com medo de ligar para o 190", relatou o texto do site.