Economia

Dourados atrai o PIB da cana de açúcar e discute agroenergia

8 NOV 2011 • POR Clóvis de Oliveira, Especial para o Douranews • 11h26
Prefeito Murilo Zauith recepciona industriais e autoridades do setor sucroenergético brasileiro - Assessoria

A cadeia produtiva da cana de açúcar, responsável, por uma movimentação financeira da ordem de US$ 100 bilhões, está reunida em Dourados desde ontem (7) na Canasul. O encontro, que foi aberto com a presença do diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, prossegue até amanhã (9), no Centro de Eventos da Unigran.

Esta é a quinta edição do Canasul (Congresso da Cana de Mato Grosso do Sul), que transforma a região de Dourados [onde o evento acontece pela prineira vez] na “capital brasileira da agroenergia”, conforme discursou o prefeito Murilo Zauith ao saudar os presentes, entre eles os senadores Delcídio do Amaral e Waldemir Moka, o superintendente do Sebrae/MS Cláudio Cesar Mendonça, os presidentes da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul Sérgio Longen, da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul), Roberto Holanda e do Ceise BR (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) Adezio Marques.

Apesar do momento de inflexão vivido pelo setor que projeta um volume de moagem estimado em  488,50 milhões de toneladas [4,26% a menos do que a última estimativa divulgada em agosto deste ano, de 510,24 milhões de toneladas], “o setor sucroenergético é o que tem colocado o Brasil em destaque”, afirmou Roberto Holanda, da Biosul.

De acordo com dados de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto/SP, 23% da movimentação financeira no setor, há dois anos, referiam-se aos insumos agrícolas e à produção de cana de açúcar. Segundo o estudo, preparado por uma equipe de 10 pesquisadores por cinco meses, a cana de açúcar foi responsável por 47% dos tratores de alta potência (acima de 200 cv) vendidos pela indústria no ano passado e 22% das colheitadeiras produzidas.

“Nós temos compromisso com o setor, estamos fortalecendo a qualificação da mão-de-obra através dos cursos oferecidos pelo Senai e atendendo aos pedidos do prefeito Murilo”, reforçou o presidente da Fiems, Sérgio Longen. Já o superintendente do Sebrae em Mato Grosso do Sul, Cláudio César Mendonça, defendeu a inclusão das pequenas empresas “nesse novo ciclo de desenvolvimento do setor produtivo”.

Novo perfil

O prefeito de Dourados destacou o incentivo recebido por parte dos empresários da região de Sertãozinho/SP, berço da expansão do setor, enaltecendo a presença do presidente do Ceise BR, Adézio Marques. “Hoje, com a presença dele aqui, nós percebemos que é possível explorar ainda mais a competência de quem comanda  um segmento formado por mais de 400 indústrias ligadas ao setor sucroenergético e que já esteve em Dourados quando lançamos o Pólo e hoje volta para prestigiar a Canasul”.

Murilo falou ainda do envolvimento de todos os segmentos da produção e do Governo do estado. Nesta terça-feira (8) está previsto um encontro dos promotores da Canasul com o governador André Puccinelli e a secretária estadual de Produção Tereza Cristina com um grupo de pelo menos oito investidores da região de Ribeirão Preto interessados em expandir as atividades para a região.

“As usinas criam esse novo cenário. São milhões de dólares em investimentos e a abertura de novos mercados de emprego e formação profissional. Assim como, na década de 70, nós tivemos aqui a implantação da Embrapa, trazendo a pesquisa e os conhecimentos técnicos, agora temos que assumir essa nova responsabilidade, envolvendo os “S” [Sesi, Senai, Sesc, Senac, Sest, do Sistema Fiems], as Universidades e o Poder Público, para garantir a manutenção e a expansão do atendimento  às indústrias que estão vindo para criar esse novo perfil econômico do nosso Município”, discursou o prefeito de Dourados.