Sindicatos discutem condições de trabalho com banco Santander
Falta de funcionários, ergonomia, péssimas condições de trabalho, assédio moral, extrapolação de jornada e sobrecarga de trabalho. Estes foram alguns dos assuntos tratados, pelos Sindicatos de Bancários de Dourados e Campo Grande, durante negociação com o banco Santander, ontem (16) na capital do Estado.
A negociação realizada com a direção do banco, só aconteceu depois das diversas atividades realizadas pelos sindicatos, tanto na capital como em Dourados, onde na semana passada duas agências chegaram a ser interditadas em protesto pelos problemas enfrentados pelos funcionários.
Os representantes dos sindicatos, mais uma vez, reforçaram o que já é de conhecimento da empresa, ou seja, as péssimas condições de trabalho enfrentadas pelos funcionários do Santander nas duas cidades.
O presidente do Sindicato de Dourados, Raul Verão, destacou que o banco recentemente foi condenado por danos morais coletivos praticados contra seus funcionários e, em nova fiscalização do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), as duas agências voltaram a ser flagradas “cometendo as mesmas irregularidades, recebendo juntas mais de 26 autuações”.
A presidente do Sindicato de Campo Grande, Iaci Azamor, relatou que há um grande número de empregados afastados por motivos de saúde e que, muitos, mesmo com problemas, não procuram tratamento “por receio de ficar de licença e ser prejudicado na agência”.
Já os representantes do Santander se limitaram a comunicar que o modelo de gestão que tem levado a essa situação não parte da direção nacional da empresa e que estão dispostos a dialogar com os sindicatos na busca de soluções. Além disso, se comprometeram a enviar um médico do trabalho e uma assistente social para visitar as unidades do banco e monitorar os problemas relacionados à saúde e condições de trabalho. Fizeram compromisso, ainda, de recompor o quadro funcional nos locais onde houve demissões.