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Governo da região chilena do Atacama quer intercâmbio com MS

21 março 2011 - 19h58Por Redação Douranews, com Assessoria

O governador André Puccinelli recebeu hoje (21) a visita de uma delegação chilena da Região do Atacama, liderada pela governadora Ximena Matas Quilodrán, que está em Mato Grosso do Sul para fazer prospecção de novas parcerias e intercâmbios. Os setores portuário, turístico, educacional e indústria de minério estão entre os de maior interesse daquela região. Os temas já vêm sendo tratados com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, e o governador colocou as secretarias estaduais à disposição da comitiva para encaminhar ações que dependam do governo.

Acompanhada do diretor corporativo da Fiems, Jaime Verruck, os chilenos foram recebidos por André e o secretários Tereza Cristina Dias (Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo) e Carlos Alberto Menezes (Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia).

Passando por Campo Grande, o grupo tem ainda na agenda visitas a Corumbá, para conhecer uma grande mineradora, e a Dourados, onde vai conhecer a estrutura do Senai local e uma usina sucroenergética. Os chilenos têm grande interesse que seu porto seja aproveitado para exportação da produção industrial dessa região do Brasil para o mercado asiático. A governadora afirmou: “Mato Grosso do Sul tem qualidades bastante significativas”, do ponto de vista do interesse de desenvolvimento da região que ela representa. “Está sendo muito importante ter contato com este Estado, porque temos importantes possibilidades de negócio”, avaliou, destacando que existem tratados de livre comércio entre os dois países que permitiriam exportações em condições favoráveis.

André Puccinelli afirmou que o governo de Mato Grosso do Sul também trabalha com o objetivo de aperfeiçoar o uso de hidrovias e, criar, com a integração a ferrovias e rodovias, uma rede intermodal para saída de produtos sul-mato-grossenses aos mercados compradores. “O nosso interesse é em intercambiar com parceiros na América do Sul, pela proximidade e pelas possibilidades maiores de negócios e de interação cultural”, afirmou. Ele lembrou que “para os países asiáticos, a distância é menor utilizando-se os portos do [Oceano] Pacífico”.

Em um resumo dos projetos estratégicos de desenvolvimento que o atual governo defende para Mato Grosso do Sul, André mostrou ao grupo a condição privilegiada do Estado e de Campo Grande em relação ao continente, destacou a grande população no entorno desse epicentro, mostrou em mapas a atual estrutura dos modais de transporte disponíveis e as novas obras que estão sendo feitas ou planejadas, inclusive a complementação da rota bioceânica, que passa por Bolívia e chega ao Chile.

O intercâmbio educacional pretendido pelo governo do Atacama pode acontecer através de parceria entre o governo do Estado e a Federação das Indústrias, conforme André, que citou à comitiva chilena especialmente o potencial das duas maiores universidades públicas e três universidades privadas existentes em Mato Grosso do Sul. Ele incumbiu a Secretaria Estadual de Educação de discutir mais detalhadamente as possibilidades de promover essa interação entre Mato Grosso do Sul e Atacama.

A delegação chilena que visita Mato Grosso do Sul é formada ainda por Celso Arias, reitor da Universidade de Atacama; Juan Alberto Noemí, diretor da Zona Norte do ProChile; Francisco García, gerente de comunicações do governo; Leny Nuñez Salinas, gerente regional da Unidade de Assuntos Internacionais do Governo de Atacama; e Pedro Céspedes Cortés, também integrante.

 

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