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Opinião

Campanha da Fraternidade 2011: Tempo de conversão

13 março 2011 - 11h59Por Madson Valente

Conforme faz desde 1961 a comunidade católica através da CNBB se propõe a colaborar com as grandes discussões sociais , buscando alternativas e apontando soluções para os grandes problemas que afligem a sociedade mundial. O tema desta vez proposto é Fraternidade e a Vida no Planeta, cujo objetivo é  despertar em cada cristão a motivação para a mudança do estilo de vida que foi imposto pelo homem e assim índuzir para uma nova relação homem/natureza.

O sístema capítalista se norteia desde o príncipio para a grande produção e o lucro, totalmente voltado para o mercado, para o poder de consumo, promovendo um legado de miséria, consequentemente de famintos pelo mundo. Segundo dados da ONU são mais de 1 bilhão de pessoas que padecem pela fome e moram ao relento. Contrariar a lógica do sístema é o grande desafio da humanidade, entretanto se faz necessário urgentemente a tomada de atitudes, devemos enquanto cristãos defender a vida em todas as suas formas, devemos defender a biodiversidade.

Ao longo dos tempos estamos percebendo que a relação poder/produção caminham juntas, pois os países mais ricos foram os que mais colocaram ímpecilhos para aquilo que havia sido proposto, as grandes conferências para promover uma relação sustentável do homem com o meio ambiente na prática deixaram de se realizar e assim ECO-92 no Rio de Janeiro, Protocolo de Kyoto no Japão, Estocolmo na Suécia são exemplos de que os homens não demonstram capacidade de construir um reino para servir a todos. Aqui devemos recordar da campanha da fraternidade 2010 que dizia  que não podemos servir a Deus e ao dinheiro.

Poderíamos refletir vários problemas de ordem ambiental pelo mundo, todos são relevantes, porém devemos agir no nosso meio, em nossa casa, em nosso bairro,em nossa cidade, melhor dizendo precisamos agir no nosso terreno, sendo menos agressivos com os recursos naturais, afinal ações em nível local proporcionam efeitos globais. Sendo assim é oportuno indagarmos, o que estamos fazendo em nossa diocese, em nossa paróquia, em nossa comunidade para contribuir com o planeta? Poderíamos sugerir várias problemáticas em nosso meio, exemplos como preservação da bacia do rio Dourado, preservação de nascentes em nossa cidade, coleta seletiva de lixo, impacto da nossa agricultura e a pobreza em nossa cidade, pois pobreza é problema que causa danos ao meio ambiente.Discutir e se preocupar com os tsunamis e os terremotos é louvável  aos olhos de Deus, porém devemos agir urgentemente no meio em que habitamos.

O comodismo contribui para esta situação, mudança de postura  é o nosso primeiro passo, ver o mundo na ótica da vida e vida em abundância, este é o grande projeto de Deus, que sejamos corajosos para construirmos o combate a voracidade deste sístema excludente.

Refletir e se converter são ações necessárias para evitarmos que o nosso planeta continue sofrendo dores comparáveis ao parto e assim experimentarmos um dos grandes dons que Deus nos concedeu que é a capacidade de sermos diferentes na realidade imposta pela vontade dos homens.

Que nos sintamos motivados para estes desafios.

Madson Valente é Geógrafo,professor, funcionário da Sanesul e membro da comunidade Senhor Bom Jesus de V.Vargas -Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.