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Opinião

Terrorismo na Câmara e fome para cassar

15 março 2011 - 19h22Por Roberto Djalma Barros

O advogado Naudir de Brito Miranda foi contratado para acompanhar especificamente como assessor das Comissões Processante instaladas na Câmara Municipal de Dourados “Segundo Longhi, a contratação é permitida considerando a capacidade técnica do advogado e a urgência. “São 18 comissões processantes, são casos excepcionais. Na opinião dos vereadores, não podemos correr o risco de fazer um trabalho que não seja bem elaborado”, afirmou.

Longhi afirmou ainda que a escolha de Naudir de Brito Miranda foi porque ele tem experiência com outras comissões processantes. O contratado, que assistiu a todos os depoimentos, ouvindo as testemunhas, orientando os trabalhos, fazendo perguntas necessárias para o bom desempenho das comissões fez os relatórios das comissões e as entregou aos relatores, sendo que o relatório que pedia a absolvição de Marcelo Barros não foi acolhido pela comissão.

Procurei o vereador ‘Juarez dos Esportes’ por que começaram a correr rumores, de brigas entre vereadores com o Pedro Pepa que não aceitava em hipótese nenhuma o relatório que inocentava o vereador Marcelo Barros “que aliás todos os vereadores da comissão diziam que não haviam provas contra a falta de decoro parlamentar de Marcelo”.

Albino Mendes foi um que dizia na cidade “que não dormia mais”, pois ele tinha certeza, depois de ouvido as testemunhas e tomado conhecimento do inquérito que o referido vereador era inocente, a mesma coisa disse Juarez do Esporte que me afirmou em frente de duas testemunhas, quando fui saber dele se já havia elaborado o relatório.

Quando me informou que estava sendo elaborado o segundo relatório pelo Advogado Felipetto. O que me deixou estupefato, pois o referido causídico era amigo e colega de trabalho do Pepa em um escritório político da cidade, até então não sabia que o mesmo já tinha sido nomeado no gabinete do vereador Pepa, que cometeu um crime de improbidade ao nomear um funcionário nomeado pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, de imediato determinou a exoneração do mesmo, e o referido advogado não participou de reunião das comissões.

Quando houve uma denuncia de um funcionário (a) em comentário num blog, dizendo que havia dois relatórios, confirmou o que o Juarez do Esporte tinha me dito.

Foi a partir deste momento que passamos entender a renúncia do vereador Laudir Munaretto relator da comissão processante de Marcelo Barros, isto nos causou uma grande surpresa, ninguém entendia o que teria levado o nobre edil a tal atitude.

Depois começaram a correr rumores de que o ex- vereador Laudir Munaretto, teria confidenciado para algumas pessoas, que não ficaria mais na Câmara e nas Comissões, por que existiam pressões de vereadores para que cassassem todos os denunciados sem exceções: culpados ou não. Aí sim se comprovaram as caças as bruxas, pois os relatórios do advogado Naudir de Brito Miranda que pediam cassações foram aceites por todas as comissões e o que absolvia não.

“É melhor correr o risco de salvar um culpado, do que condenar um inocente” (Voltaire)

* O autor é pai do denunciado