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Polícia

Operação combate receptadores de produtos eletrônicos

06 fevereiro 2017 - 10h16

A Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) iniciou no Estado a “caçada” contra receptadores (pessoas que compram produtos furtados ou roubados). Segundo o delegado, Reginaldo Salomão, a intenção é inibir a aquisição de objetos sem procedência e sem nota fiscal e desta forma acabar com os autos índices de furtos e roubos que ocorrem em Campo Grande.

De acordo com o delegado, todas as pessoas que forem surpreendidas em posse de celulares, televisores, notebooks e outros produtos e não conseguirem provar a procedência lícita, serão presas em flagrante pelo crime de receptação. “Comprar objetos roubados ou furtados é um crime tão grave quanto o de roubo ou furto, pois são essas pessoas que alimentam esta prática, portanto vamos agir com afinco e rigor”, alertou o delegado.

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Alexsander Filgueira Leite Sacamota, de 31 anos, apontado pelo crime de receptação, foi preso por comercializar produtos roubados ou furtados. Com ele foi encontrado um telefone celular de procedência ilícita e apreendidos R$ 2.586. Neste caso, foi arbitrada fiança no valor de quatro salários mínimos (R$ 3.748), já recolhida para que ele possa responder em liberdade enquanto aguarda decisão judicial.

Na sexta-feira (3) foi preso em flagrante Hudson Batista Segovia, de 22 anos. Com ele, os policiais encontraram um celular Samsung J7 com registro de roubo e ele informou que comprou no site de classificados denominado OLX, de uma mulher que desconhece. Além deste aparelho, em setembro do ano passado, Hudson havia comprado outro telefone, um Motorola Moto G, também pelo site OLX, ambos pela quantia de R$ 400, pago à vista.

Para Segovia, por ter trabalho fixo e não possuir antecedentes criminais, foi arbitrada fiança de um salário mínimo (R$ 937) e ele também responderá em liberdade enquanto aguarda decisão judicial.

Boa fé

O delegado informa que sites de comercialização, como OLX e Mercado Livre, bem como grupos de compra e venda de produtos pelo Whatsapp e Facebook têm sido utilizados com frequência para negociação de produtos de origem ilícita. Antes de fechar qualquer negócio, os compradores devem exigir a nota fiscal, em nome da pessoa que está oferecendo o objeto.

Neste sentido, Salomão orienta às pessoas que compraram produtos de sites ou grupos de compra, venda e troca ou até mesmo de terceiros e estão inseguras quanto à origem dos objetos, que compareçam à DERF, para comprovar a boa fé. “Realizaremos pesquisas em nossos sistemas e avaliaremos caso a caso”, completa.

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