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Polícia

Pai que mandou matar filha para não dividir herança pega 10 anos de cadeia

02 fevereiro 2017 - 21h14

O empresário Rogerio Grembecky Archilla foi condenado a uma pena de 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por mandar matar a filha Renata Archilla em 2001 em um caso que ficou conhecido como 'crime do papai noel'. Renata sobreviveu a um atentado em que levou três tiros.

O julgamento começou quarta-feira (1) e terminou na tarde desta quinta (2) no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Ele vai poder recorrer em liberdade.

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Archilla foi acusado junto com o pai dele, Nicolau Archilla Galan, de contratar o então policial militar José Benedito da Silva, que fez vários disparos contra Renata Archilla em um semáforo no bairro do Morumbi. O policial vestia uma roupa de papai noel. Silva já foi condenado a 13 anos de prisão. O pai e o avô de Renata chegaram a ser presos em 2008, mas cumpriam prisão domiciliar. Nicolau morreu ano passado.

Renato Archilla teria mandado matar a própria filha para que ela, fruto de um relacionamento não reconhecido, não recebesse a herança. Sete testemunhas foram ouvidas, entre elas Renata Archilla.

Ela disse que o pai e a mãe dela namoraram por dois anos e ambos decidiram pela gravidez. Quando Renata nasceu, o pai não reconheceu a paternidade. Foram 12 anos na Justiça para ela poder ter o sobrenome do pai no documento de identidade. Depois houve um novo processo de pensão alimentícia. Com informações do G1

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