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Polícia

Participação de mais envolvidos em execução filmada é investigada

17 fevereiro 2017 - 10h45Por Juliene Katayama

A polícia investiga a participação de mais envolvidos na morte do jovem Richard Alexandre Lianho, de 25 anos, que teve a execução filmada na última terça-feira (14) depois de ser julgado por um "tribunal do crime" via telefone, em Campo Grande, por causa de um suposto relacionamento com uma mulher de um detento.

(Veja o vídeo)

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"Nossas equipes estão nas ruas e a polícia não descarta a participação de mais pessoas", afirmou o delegado Bruno Urban da Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude (Deaij).

Até o momento, um adolescente de 17 anos que disse ter filmado a execução foi apreendido. Outro que completou 18 anos no dia seguinte ao crime também foi apreendido. Um jovem de 22 anos que teria levado todos até a Cachoeira Ceuzinho, onde ocorreu a execução, foi preso.

Segundo o delegado, os adolescentes devem ser responsabilizados por sequestro, homicídio, porte ilegal de arma e ocultação de cadáver. Além de todos esses crimes, o suspeito maior de idade ainda vai responder por corrupção de menor.

Urban disse ainda que a investigação por parte da Deaij está encerrada e o inquérito será encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia, que vai dar continuidade do caso. O inquérito deve ser concluído em 45 dias que é quando encerra o prazo da internação dos adolescentes.

As duas armas calibre 32 e a faca utilizadas para executar o jovem foram apreendidas e encaminhadas para a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

Tribunal

A vítima foi julgada por um "tribunal do crime" por ter se envolvido com uma mulher de um detento que teria pedido punição. Além disso, Richard estaria mexendo com crianças do bairro. O jovem tinha passagens por estupro e furto.

Para pegar a vítima, o grupo teria criado um perfil falso com nome e foto da mulher do detento em uma rede social e marcado um encontro em uma residência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande, onde moravam os adolescentes.

Na residência, o jovem foi mantido em cárcere privado por cerca de quatro horas. “Houve uma reunião por telefone com o preso e condenaram à execução”, explicou o delegado. Conforme Urban, o carro usado para irem até a cachoeira do Ceuzinho era do suspeito de 22 anos.

No local da execução, a vítima teve as mãos amarradas e o vídeo foi feito. Ele pediu perdão pelo crime e disse ser do grupo criminoso rival ao do detento que o condenou. Todas as informações sobre rivalidade de grupos que podem ter motivado o crime serão analisadas pelo setor de inteligência da polícia, de acordo com Urban.

Investigação

A investigação da polícia começou com um caso de roubo de malote em Três Lagoas, município distante 313 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, que ocorreu no dia 20 de janeiro. Os suspeitos seriam os adolescentes que foram apreendidos e ao ser analisados os aparelhos celulares descobriu a execução.

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