Pelo menos outras 20 mulheres podem ter sido vítimas de estupros cometidos pelo pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso preventivamente ontem (7) à noite, inicialmente investigado por seis estupros. Mas, de acordo com o delegado Márcio Mendonça, da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), nos 30 depoimentos colhidos durante um ano de investigações dos crimes supostamente cometidos pelo pastor, são citados ainda os nomes dessas 20 mulheres que também teriam sofrido abusos. O delegado já encaminhou para a Justiça cinco dos seis inquéritos que apuram os crimes, dos quais dois já resultaram em processos com mandados de prisão preventiva contra Marcos. O pastor foi encaminhado para um presídio no Complexo de Bangu.
“Ele se aproveitava de pessoas pobres que achavam estar precisando de acompanhamento espiritual. Ele fazia com que elas acreditassem que estavam possuídas e que só tendo relações sexuais com uma pessoa ‘santa’ ficariam curadas. Uma das vítimas foi abusada dos 14 aos 22 anos. A maioria dos fatos acontecia dentro de uma igreja em São João de Meriti”, disse o delegado.
Segundo Mendonça, Marcos ainda é investigado por associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e homicídio. Um apartamento no nome da igreja, avaliado em R$ 8 milhões na avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, também teria sido usado para realização de orgias comandadas por Marcos Pereira. A maior parte das vítimas dos encontros seria fiéis da igreja, chamadas até o local para a realização de cultos, em que Marcos Pereira, com ações violentas, obrigava as mulheres a fazerem sexo com ele e com outros homens da igreja. Também haveria sexo de mulheres com mulheres e homens com homens. Com informações do jornal O Globo.







