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Polícia

Policiais alegam que PRF que matou empresario agiu em legítima defesa

12 janeiro 2017 - 18h19Por Arlindo Florentino

Embora não seja uma posição oficial por parte da Polícia Civil, nos meios policiais a morte do empresário Adriano Correia do Nascimento, de 32 anos, ocorrida no último dia de 2016, é, desde o princípio, tratada como legítima defesa. Os sete tiros disparados pelo policial rodoviário federal, segundo apurou a reportagem, são vistos no meio policial como reação à situação de ameaça em que ele se encontrava.

Extraoficialmente, policiais e autoridades consultadas foram unânimes ao dizer que a ação de Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, seria replicada por eles, ou seja, se estivessem na mesma situação do PRF também atirariam em Adriano.

A princípio, sobre a abordagem do PRF no perímetro urbano, alguns servidores da segurança pública que atuam na cidade disseram que fariam a mesma coisa se vissem alguém dirigindo embriagado na estrada, e que também fariam abordagem, como forma de garantir a segurança de outros usuários da via, além de acionar as autoridades competentes.

Quanto aos tiros disparados por Ricardo, apontados como uma reação exagerada, já que ele teria atirado sete vezes contra os ocupantes da camionete, alguns policiais tratam a ação como comum pela situação. O ‘stopping power’, ou poder de parada, trata da forma e da quantidade de tiros que devem ser feitos, de acordo com o calibre da munição, para que o alvo pare, sem provocar homicídio.

No entanto, pelo fato de o policial ter atirado várias vezes, os policiais alegam que ele estava em real situação de ameaça, por isso alguns não consideram que houve exagero.

“Ele estava sozinho, abordando três pessoas que estariam visivelmente embriagadas e dentro de uma camionete. Ao notar o carro arrancando, ele que estava na frente do veículo, atirou”, disse um servidor.

O policial portava uma pistola .40, de uso restrito. Até o momento, a informação é de que a defesa do policial segue alegando legítima defesa. Na manhã de quarta-feira foi a reconstituição do crime, com base nas versões apresentadas pelo policial e pelos outros dois ocupantes da camionete, que acompanhavam Adriano no dia em que ele morreu.