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Presos

Policiais pediram 'agrado' de 20 mil para liberar caminhão e comprar carne e cerveja

Eles foram alvos de ação do Gaeco de MS, cuja investigação começou após este caso de corrupção, em abril de 2021.

26 abril 2022 - 13h28Por G1/MS

Os quatro policiais civis presos por corrupção em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), nessa segunda-feira (25), em Ponta Porã, pediram R$ 20 mil para liberar um caminhão às vítimas e depois, compraram carnes e cervejas.

Foi a partir deste caso que o grupo começou a ser investigado, sendo verificado também envolvimento deles com tráfico de drogas. Na ação deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MP-MS), mais de R$ 100 mil foram apreendidos.

Os servidores estaduais passaram por audiência de custódia em Campo Grande, nesta terça-feira (26), onde foi avaliada a legalidade das prisões, mantendo-as.

Como eles foram presos por pedido, o juiz só avaliou a regularidade da prisão, manteve e determinou a remessa para o juízo competente

Em nota, a Polícia Civil disse que "está acompanhando a operação por intermédio da Corregedoria, que se fez presente durante a operação".

Investigação

O caminhão em questão havia sido roubado no dia 5 de abril em Queimados (RJ), recuperado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Ponta Porã, no dia seguinte, sendo entregue na Segunda Delegacia de Polícia Civil para restituição pelos donos.

Enquanto o trâmite para liberação do veículo deveria seguir todas as regras legais, os policiais pediram um "agrado" para que o caminhão fosse restituído, caso contrário, não seria entregue. Durante a negociação houve momentos de desdém, por parte de um escrivão de polícia sobre valores, e negativas, ficando acordado o pagamento de R$ 5 mil.

Deste total, R$ 4 mil foram pagos em espécie, na delegacia, e o restante em PIX na conta do escrivão. Valores que ficaram comprados com a quebra de sigilo bancário do policial, sendo verificado que no dia 13 de abril ele depositou R$ 3,3 mil.

Depois que os policiais receberam os pagamentos, foram compradas carnes, cervejas e utensílios para churrasco. Os suspeitos entraram com tais itens na delegacia enquanto o caminhão não era liberado, o que levou-se ao entendimento de que parte do dinheiro da corrupção foi usado para realização de festa.

Além de terem que pagar para terem de volta o caminhão, os donos perceberam a ausência de alguns itens como: pneus, cintas catracas. Tudo estava no veículo quando a PRF encaminhou foto falando da recuperação.

A partir de tal fato, os policiais passaram a ser investigados, resultando nas prisões por concussão, peculato, tráfico de drogas. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, um de medidas cautelares alternativas à prisão e 16 de busca e apreensão.

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