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Polícia

Sindicato cobra providências após ameaças de massacre no maior presídio de MS

09 janeiro 2017 - 19h16Por Renata Portela

“O Estado não tem preocupação em coibir que algo pior possa acontecer”, este é o relato de André Luiz Santiago, presidente do Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul). A declaração foi feita no domingo (8), após uma visita ao PED (Presídio Estadual de Dourados), onde há indicativos e ameaças dos detentos de um confronto entre facções que pode resultar em um massacre.

Segundo o presidente do sindicato, há apenas duas torres ativadas na muralha do PED, onde deveria haver um número muito maior de policiais militares atuando e também fora do presídio, fazendo rondas. “Isso não está acontecendo”, disse. Atualmente, o presídio que tem capacidade para 700 detentos está, assim como a maioria dos presídios no Brasil, superlotado.

Conforme apurado, o presídio de Dourados, que é o maior do Estado, conta atualmente com 2.400 detentos. Em Manaus, o presídio onde ocorreu uma chacina tinha 1.800 presos. “Se alguma coisa acontecer em Dourados, vai ser muito pior do que em Manaus”, afirmou Santiago. Para o presidente do sindicato, os representantes do Estado não têm mostrado qualquer preocupação e nem ações para garantir a segurança nos presídios e evitar possíveis rebeliões e massacres.

“O que segura a bomba é o número mínimo de agentes, que ainda conseguem evitar que algo pior aconteça”, afirmou André Santiago. Há informação de que no domingo (8), só não houve movimentação no presídio porque o Raio 2, onde estariam os membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), não teve visitas.

Conforme áudios divulgados, os ataques estariam previstos para os dias de visitas nos presídios. De acordo com Santiago, há Lei Federal para porte de arma por parte dos agentes penitenciários, ao contrário do que acontece em Mato Grosso do Sul. “O Estado legisla contra uma Lei Federal. O porte de arma no Estado não foi regulamentado”, disse.

Em março de 2016, o órgão competente chegou a sinalizar que faria o treinamento necessário para que os agentes pudessem ter o porte de arma, mas a ação não foi finalizada. Por fim, o sindicato apontou que o ‘reforço’ de agentes penitenciários nos presídios do Estado não acontece de fato. “A resposta do diretor da Agepen foi péssima. Os agentes que assumiram agora são estagiários”, disse o presidente do sindicato.