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Delator diz que Aécio cobrava 3% por obra no Governo mineiro

02 fevereiro 2017 - 13h32

O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, afirmou, em delação premiada aos procuradores da Operação Lava Jato, que se reuniu com Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro, em Belo Horizonte, para favorecer grandes empreiteiras. As informações são da edição desta quinta-feira (2) do jornal Folha de S. Paulo, reproduzidas nas redes sociais.

A reunião, segundo o delator, ocorreu quando o tucano governava Minas Gerais. Benedicto Júnior, conhecido como BJ, disse aos procuradores que, após o acerto, Aécio orientou as construtoras a procurarem Oswaldo Borges da Costa Filho, conhecido como Oswaldinho. De acordo com o depoimento de BJ, Oswaldinho e as empreiteiras definiram o percentual de propina que seria repassado pelas empresas no esquema.

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Ainda segundo o delator, esses valores ficaram entre 2,5% e 3% sobre o total dos contratos. Em nota, Aécio repudiou o teor do relato de Benedicto Júnior e defendeu o fim do sigilo sobre as delações “para que todo conteúdo seja de conhecimento público”.

Oswaldinho é colaborador das campanhas do senador mineiro. Segundo o ex-executivo da Odebrecht foi o próprio Aécio quem decidiu quais empresas participariam da licitação para a obra, conforme a reportagem.

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