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Política

Dirigente do PV reclama do isolamento de Marina Silva

19 março 2011 - 15h27Por Redação Douranews, com Agência Estado

Um dos fundadores do PV e membro da atual diretoria da sigla, o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ) desabafou na última sexta-feira (18) em seu blog relatando o que chamou de “pesadelo verde”. Ele reclama da falta de renovação na direção do partido, que em reunião na quinta-feira (17) em Brasília decidiu prorrogar por mais um ano o mandato do atual presidente, o deputado José Luiz Penna (PV-SP), há 12 anos no comando do partido.

Sirkis afirma que foi voto vencido durante a reunião ao apresentar a proposta de que o partido realizasse sua convenção e elegesse uma nova Executiva em julho deste ano. A escolha, no entanto, ficou para março de 2012, ano eleitoral.

Segundo o vereador, que faz parte do que ele chama de “verdes históricos” ao lado de nomes como o de Fernando Gabeira (PV-RJ), apesar do expressivo resultado eleitoral de Marina Silva (PV-AC) na eleição de 2010, a presidência do PV isolou a ex-ministra e descarta qualquer tentativa de democratizar a direção da sigla.

- Marina passou a ser vista como um “problema”. Interessante enquanto “cereja” ou “chantili”, mas estorvo quando vem aí com esse papo de democratização do PV.

Sirkis contou que Marina acompanhou a reunião com “perplexidade” e compartilha com ele a sensação de que tornou-se um incômodo para a sigla.

- Marina ficou perplexa ainda que não propriamente surpresa. A animosidade da burocracia no partido contra ela era algo que ela vinha reparando há tempos e constantemente lhe garantindo que exagerava. Naquela hora percebi que não.

Sirkis ainda disse não descartar a possibilidade de deixar o PV para fundar um novo partido, a exemplo do que pretende fazer o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP).

- A comparação é um pouco infeliz. Nós não temos nada a ver, em termos de conteúdo, com o DEM. Não estamos pensando nisso no momento. É algo que pode acontecer, mas é o final da linha. Se a porta for radicalmente fechada e o muro for intransponível, pode ser que um outro lado desse processo resulte em um novo partido verde. Mas isso é o final do processo.

Procurado pela reportagem para rebater as críticas, Penna não atendeu à reportagem e, segundo sua assessoria, não vai falar sobre o assunto.

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