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PRÉVIA?

Disputa antecipada em Angélica

'Erro estratégico' protagoniza confronto PSDB x União Brasil

06 abril 2022 - 09h57Por Redação Douranews

Município com pouco mais de 10 mil habitantes e com um universo de cerca de 8.000 eleitores, Angélica, no Sul do Estado, já se transformou no ‘ponto de partida’ da sucessão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em Mato Grosso do Sul. Isso porque o ex-prefeito Roberto Cavalcanti (atualmente no União Brasil) que administrou a cidade por 4 anos no DEM, está disposto a disputar a eleição suplementar marcada para maio com o atual, o presidente da Câmara, Geraldo Rodrigues, o Boquinha (PSDB).

Boquinha, que administra o município de Angélica desde janeiro do ano passado, depois que as eleições para a Prefeitura foram impugnadas a partir da vitória de João Donizeti Cassuci (PDT), prefeito eleito sub judice que derrotou o então prefeito e candidato à reeleição Roberto Cavalcanti, disse ao Douranews esta semana que pretende continuar no cargo. E deve enfrentar justamente o ex-prefeito Roberto.

Toda essa situação foi causada porque o prefeito que tentou a reeleição e foi derrotado por Cassuci, que teve a vitória impugnada porque já havia tido o pedido de registro de candidatura negado no TRE, afirma ter perdido o prazo para definir a nova condição política. Ambos aliados do deputado Barbosinha, que optou pelo PP a partir da fusão do DEM com o PSL que deu origem ao União Brasil, Roberto disse que “o que eu mais queria era também ter ido para o PP”.

Situação colocada, agora a cidade do interior do Estado está prestes a protagonizar o primeiro confronto de interesses difusos que colocam frente a frente o atual prefeito Boquinha, do PSDB do pré-candidato a governador Eduardo Riedel e o ex, que pode tentar a reeleição, pelo União, o partido da deputada federal Rose Modesto, que deixou o ninho tucano para enfrentar a máquina do Governo. Uma situação nova, mas que pode ser resolvida se os dois principais candidatos ainda optarem por uma composição até às convenções.   

Nova eleição

Na segunda-feira (4), o presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), desembargador Paschoal Carmello Leandro, publicou a Resolução 765, definindo o dia 15 de maio como data da eleição suplementar em Angélica, para escolha dos novos prefeito e vice-prefeito do município. O prazo para realização das convenções partidárias começa neste sábado (9) e vai até o dia 14. O último prazo para registro de candidaturas vence dia 17.

A eleição ocorre em razão da decisão do TRE-MS que negou provimento, em março de 2021, a recurso interposto pelo prefeito eleito sub judice João Donizeti Cassuci (PDT). A decisão foi confirmada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), tornando definitiva a anulação dos votos obtidos pela chapa por ele integrada, que obteve 53,02% (3.294 votos) válidos no pleito de 15 de novembro de 2020, contra 46,98% (2.919) de Roberto Cavalcanti. Cassuci foi impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul porque foi condenado por crime contra o sistema financeiro nacional.

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