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Política

'Jaqueline Roriz é ré confessa', afirma deputado

18 março 2011 - 20h50Por Redação Douranews, com Estadão

Para o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo um maço de dinheiro, é ré confessa. O colegiado presidido por Araújo tem a incumbência de analisar a conduta de parlamentares – e, a julgar pelas declarações dele ao jornal O Estado de S. Paulo, deve dificultar a vida de Jaqueline.

"Não estamos na Câmara para passar a mão na cabeça das pessoas que têm desvio de conduta", afirmou Araújo. Sob pressão externa, o Conselho de Ética da Câmara quer mostrar resultados. "Ela é ré confessa porque confessou que recebeu dinheiro e que foi para campanha, caixa 2. Dinheiro ilícito", afirmou.

Os integrantes do Conselho de Ética avaliam que as circunstâncias políticas, que incluem o começo de legislatura e um histórico negativo em julgamentos de mandatos, aumentam as cobranças para punir Jaqueline. "Acho que o caso dela servirá para resgatar a imagem da Câmara. Vou trabalhar com esse propósito", afirmou.

Na gravação, a deputada aparece junto do marido recebendo 50 000 reais em maços de dinheiro do operador do mensalão de Brasília. Na ocasião, Jaqueline reclama que o valor recebido estava abaixo do combinado. Depois da divulgação do vídeo, o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para investigar a deputada, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Ela também foi excluída da Comissão de Reforma Política da Câmara. Em nota, Jaqueline afirma que o dinheiro recebido é proveniente de doação "não contabilizada" à sua campanha eleitoral em 2006, uma espécie de caixa dois.

Araújo prometeu indicar na terça-feira o relator do processo contra Jaqueline. Já é quase consenso que os integrantes do conselho derrubarão a interpretação de que ela não pode ser processada, já que o vídeo foi gravado em 2006, antes de ser deputada federal. Havia sido formado um entendimento no Conselho, na época do escândalo do mensalão do PT (2005), que parlamentares não poderiam ser processados por atos ocorridos antes da posse.

A promessa, agora, é acelerar a investigação contra a parlamentar. "O Conselho de Ética não vai abrir mão de investigar. Temos muita esperança que acabe logo essa coisa que só ajuda a denegrir a imagem do parlamentar", afirmou José Carlos Araújo.

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