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INOVAÇÃO

Cirurgia de hérnia inguinal em vídeo é feita na UFGD

Método é utilizado pela equipe médica do HU com a mesma estrutura

06 junho 2022 - 18h03Por Redação Douranews

 

O método é minimamente invasivo e a cirurgia foi realizada com equipamentos que já eram utilizados em outras especialidades no próprio hospital 

A correção da hérnia inguinal é uma das cirurgias eletivas mais realizadas no âmbito do SUS (o Sistema Único de Saúde), e também no HU (o Hospital Universitário) da UFGD, com uma média de 20 cirurgias por mês, numa proporção de quatro homens para cada mulher operada. 

Na última semana, a unidade de Clínica Cirúrgica do HU-UFGD inovou a metodologia utilizada e realizou uma correção laparoscópica em uma paciente com hérnia inguinal bilateral. A mulher, de 38 anos de idade, recebeu alta no dia seguinte à cirurgia, sem registro de qualquer intercorrência. 

“As abordagens cirúrgicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia, são cada vez mais populares porque oferecem o potencial de menos dor pós-operatória e um rápido retorno do paciente às atividades normais”, explica o cirurgião Paulo Alves Bezerra Morais, responsável pela cirurgia realizada com vídeo. 

Ensino 

A depender da atividade profissional do paciente, a cirurgia convencional para tratamento de hérnia inguinal, pela técnica que envolve um corte na virilha, pode exigir afastamento por mais de 40 dias, visando uma adequada recuperação pós-operatória. Já a cirurgia laparoscópica permite um retorno muito mais rápido às atividades laborais. 

“Além disso, a cirurgia laparoscópica de hérnia inguinal e femoral faz parte das expertises necessárias para a curva de aprendizado do programa de Residência em Cirurgia Geral do HU”, esclarece o médico Paulo Morais.  Na região de Dourados, somente o hospital da UFGD realiza a cirurgia de correção de hérnia e retirada da vesícula minimamente invasiva pelo SUS. 

Otimização 

A realização dessa cirurgia por laparoscopia para a correção de hérnia inguinal representa uma inovação e se caracteriza como boa prática também com relação à otimização de recursos. Isso porque não foi necessária nenhuma aquisição de material especial, pois todo o instrumental assemelha-se ao que é utilizado para a colecistectomia (cirurgia de vesícula) laparoscópica, que já é rotineiramente realizada no HU-UFGD.