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Saúde

Enfermeira ressucita bebê, "acreditei que poderia trazê-lo de volta"

06 janeiro 2017 - 12h40Por Valquiria Oriqui

"Fiquei massageando acreditando que poderia trazê-lo de volta". Com essa frase, a enfermeira Jorsilene Gomes do Nascimento, de 39 anos, tentou explicar o que passou na cabeça dela no momento em que salvou a vida do bebê José Antônio Prando Damasceno, de um ano e 11 dias,que chegou sem os sinais vitais ao hospital Elmira Silvério Barbosa, em Sidrolândia, no dia 31 de dezembro.

No último dia do ano passado, Dhienyfer Prando, de 19 anos, foi ao mercado, com a avó do bebê, e deixou a criança com o avô materno. Quando voltou, encontrou o filho boiando na piscina da casa. De carro, o avô e a mãe correram para o hospital da cidade e entregaram a criança roxa e inchada, nas mãos da enfermeira Eliane.

"Ele [avô] chegou com o menino no colo dizendo que o neto estava sem vida. Quando eu entrei na situação eles já estavam ali, a criança já estava na maca sem os sinais vitais. Então cheguei perto e fiquei massageando, acreditando que eu poderia trazer ela de volta", contou a enfermeira.

Mãe de uma menina de 10 anos, Jorsilene explica que sempre se coloca no lugar daquela pessoa. "No caso do bebê, penso que poderia ser minha filha, se fosse um idoso, poderia ser meu pai, se fosse um moço, meu irmão".

A criança foi encontrada boiando na piscina cerca de oito minutos de ter caído. Da casa até o hospital, foram aproximadamente mais cinco minutos. "Mesmo que passou bastante tempo a gente tenta. Não podemos perder as esperanças. Pensei, não era muito tempo e tentei mais um pouco, foi quando ele respirou. Mesmo depois continuei massageando, pois saía muita água", relatou a enfermeira.

Com sentimento de felicidade ao saber que a criança sobreviveu, Jorsilene conta que, depois que levou o bebê para a ambulância para que fosse encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande, desabou. "Naquele mesmo dia uma pessoa havia morrido. Estávamos sensibilizados já por conta dessa perda. Então depois que tudo acabou, caí no choro. Apesar de tudo, somos seres humanos e temos sentimentos, acima de qualquer profissão", desabafou.

Sem saber explicar ao certo como a criança voltou à vida, a enfermeira acredita no milagre. "Deus na frente sempre, a gente faz o que pode, o que dá. Graças a Deus a criança está bem e temos que acreditar que é um milagre e que Deus tem um propósito na vida dessa família",contou a profissional ao completar que só foi saber o sexo do bebê no final do procedimento.

"Depois que foi entubado eu cortei a roupa dele, pois estava muito molhada, e vi que era um menino, um bebezão lindo", finalizou.  

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