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Saúde

Marçal diz que Dourados precisa melhorar eficiência em Saúde

23 janeiro 2017 - 11h26

Quem depende do SUS (Sistema Único de Saúde) em Dourados tem encontrado dificuldade na hora agendar uma consulta, pelo menos nos postos, unidades mais próximas da casa dos moradores. Isso tem provocado superlotação na UPA, principalmente nos finais de tarde e noite, segundo relata o vereador Marçal Filho (PSDB), que tem acompanhado de perto a problemática da saúde em Dourados.

“Ninguém escolhe a hora de ficar doente e quando qualquer pessoa precisa de atendimento médico, ela precisa passar por avaliação naquele momento. Mas em Dourados a realidade tem sido diferente, porque há postos de saúde sem médico e alguns deles que têm, só agendam consulta para daqui uma semana, mês que vem”, critica o vereador.

Na quinta-feira (19) pela manhã Marçal esteve na UPA e conversou com pacientes e acompanhantes. Leila Cavilhone e o marido João Francisco chegaram no local com pedido de encaminhamento por uma auxiliar de enfermagem. A mulher, idosa, reclamava de dores no corpo. Em busca de atendimento médico, o casal, primeiramente, foi até o posto de saúde da vila Índio. O problema é que agendaram consulta apenas para o dia 31. “Só tinha médico para atender crianças. Dificilmente vou no posto e quando preciso não consigo atendimento”, lamenta Leila Cavilhone. O marido dela vai mais fundo: “A gente tem que rezar para não ficar doente, ainda mais se precisar do Hospital da Vida”. A unidade é referência em atendimento em trauma para 34 municípios da região e vive superlotada.

A dificuldade de encontrar atendimento em postos de saúde não se restringe à unidade da Vila Índio. Na Vila Industrial, por exemplo, o médico saiu de férias e não foi substituído em janeiro. Já o médico do ESF (programa Estratégia da Família) do Jardim Flórida pediu demissão e não há previsão de iniciar atendimento com novo profissional. “A doença não tira férias a ponto de uma pessoa esperar vários dias por uma consulta”, questiona o vereador.

PAI

Uma unidade que poderia desafogar postos de saúde e a UPA é o PSI (o Pronto Atendimento Infantil). Instalado na rua Frei Antônio, no bairro Terra Roxa, praticamente ao lado da UPA, o PAI foi construído com recursos federais do Ministério da Saúde, garantidos por Marçal Filho quando foi deputado federal. A unidade consiste num centro de saúde composto por uma equipe multiprofissional com pediatras, psicólogos, fonoaudiólogos e outros especialistas para atender crianças de todas as idades.

O prédio está pronto há três anos, porém não chegou a ser inaugurado. A gestão passada da prefeitura de Dourados chegou a informar que colocaria o PAI para funcionar, mas não honrou. Marçal tem grande expectativa que a atual prefeita Délia Razuk inaugure a unidade até março, como ela informou à imprensa. "É um importante complexo que vai atender crianças em várias especialidades. Vamos aguardar a promessa da prefeita para melhorar a saúde de Dourados", afirmou o vereador.

Quanto aos postos de saúde sem médico ou que enfrentam problemas com agendamento de consultas para longo período, Marçal Filho diz que o fim desse impasse se resolve com a contração de mais médicos, principalmente nas unidades que concentram maior número de famílias. "O que não pode é a pessoa chegar no posto e receber a informação que haverá vaga para consulta na próxima semana, no mês que vêm", finaliza o vereador, conforme material distribuído pela assessoria.

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