Reportagem do Jornal Nacional exibida na segunda-feira (23) mostrou a situação de trabalhadores rurais viciados em crack nas lavouras de Chapadão do Sul. Mesmo em regiões produtoras de soja, milho e algodão, a droga é de fácil alcance.
A vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), Sandra Maria Costa Soares, justifica que não tinha conhecimento do problema, para pedir providências. "Vamos tomar os encaminhamentos necessários para que a gente chegue às autoridades de segurança pública. Já foi discutido um pedido de policiamento diferenciado e estamos em negociação", diz Sandra.
De acordo com a Fetagri, a situação é mais complicada nos assentamentos próximos da fronteira, nos municípios de Ponta Porã e Corumbá, e na zona rural de Sidrolândia e Jaraguari, por conta da proximidade com a capital, Campo Grande. A entidade informou que já pediu ao governo do estado um policiamento diferenciado nessas regiões.
Um dos motivos para o avanço do crack nas lavouras, de acordo com o Conselho Estadual Antidrogas, é a banalização do uso. Para o presidente do conselho, Sérgio Harfouche, é preciso punição aos usuários. "O dependente químico do crack não quer se tratar. É preciso que o tratamento seja involuntário ou compulsório. Também precisamos lidar com a questão do tráfico de forma diferenciada", diz. Segundo informações do G1.







