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Sex, 02 de Setembro de 2011 22:21

HOSPITAL DO CANCER DA GRANDE DOURADOS

Escrito por  ACM DO MS
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(1 voto)

ACCGD HOSPITAL DO CANCER DA GRANDE DOURADOS: Consegui visitar um amigo que esta em tratamento no ACCGD, confesso que tive vontade de desistir pela série de dificuldades que foram surgindo: Fui à recepção do ambulatório onde perguntei sobre como deveria proceder para fazer a visita ao amigo. A menina, atarefadissima, mal me respondeu: deveria ir ao pronto socorro na outra esquina onde lá conseguiria entrar. Fui recebido por um “senhor” truculento, no tamanho e na falta de treinamento para atendimento com o público. Mandou que eu devesse dar a volta na quadra e se dirigisse onde, antes era o atendimento do SUS. Cheguei lá, fiquei estarrecido apenas onde pude enxergar!

Antes da recepção, um cano de 100 mm despejando uma água suja, preta, que saia do interior do hospital e atravessava a entrada da recepção, onde obrigatoriamente teria que passar todas as pessoas que fossem adentrarem para visita ou para trabalho interno. Quando entrei na recepção fiquei ainda mais desnorteado de tanto encardume, de tanta sujeira, nas paredes, no chão, no balcão de atendimento, sem ventilação nenhuma. Não havia como passar sem meter os pés por cima daquela água pútrida.

Antes disso, um estacionamento de motocicleta, bicicleta, tambor de lixo, cadeiras e bancos sem a mínima higienação possível. Assim mesmo ainda estava um paciente sentado pelo lado de fora nos bancos com soro, tomando medicamento e recebendo visita externa sem um mínimo de preocupação com contaminação demonstrando certo mal estar tamanho o calor da tarde que faz ali na frente. Perguntei pelo meu amigo e prontamente, educadamente fui levado até onde se encontrava. Eram 15 horas, no tamborzinho do lixo das três camas que existem nesta ala estavam ainda com restos de comida do almoço. No lixinho do meu amigo, estava o marmitex com toda a comida despejada sem ser consumida pelas reações varias que o paciente sofre quando esta fazendo quimioterapia.

Uma janela aberta, um ar desligado, um banheiro aberto, onde todos os três pacientes me pediram um favor: Pegar uma água na pia do banheiro dentro de uma garrafinha de água mineral e trazer para eles beberem porque estavam com muita sede. Fiz isso e fiquei ali proseando e tentando ser o mais agradável possível na tentativa do alivio mínimo que fosse. Dali uns trinta minutos, veio uma funcionaria, com um suco para cada um e duas bolachas de maizena onde cada um teve que se virar para abrir, conectar na mangueirinha que serve para alimentá-los pela narina durante a químio.

Ninguém da ACCGD veio ajuda ou colaborar com os pacientes. Não existe um armário por mais simples que seja para guardar as roupas dos pacientes em transito que estão fazendo o tratamento. As roupas deles ficam todas amassadas e penduradas nas guardas da cabeceira da cama, como chegaram, suja ou limpa, mas amassadas.

Acompanho a luta para trazer o Hospital do Câncer para Dourados, sei da dificuldade e a morosidade para angariar fundos suficientes para a construção o funcionamento e a manutenção de uma Entidade de tamanha importância para nossa região. Não posso entender qual a dificuldade em manter uma higienização adequada para estas pessoas que necessitam do tratamento e os que por lá passa para visitação “necessária” e de grande relevância para o paciente em sofrimento continuo. Francamente não sei!

Quero aqui ressaltar que uma pequena parcela de contribuição já tem feito e, na tentativa de um dia não ver o que vi. Gestão Administrativa? Falta de funcionários? Excesso de prioridades? Fiscalização? Com a palavra os responsáveis.

2 Comentários

  • - Evangelino Sex, 30 de Dezembro de 2011 12:22 postado por Evangelino

    Parece o Evangélico....
    Num parece?
    É até bem pertinho.....

  • - damasia Quintana Seg, 05 de Setembro de 2011 18:51 postado por damasia Quintana

    Na verdade tem muita coisa de bom acontecendo por la, mas que o tratamento dos funcionarios precisaria passar por uma reciclagem presisaria mesmo! e a sujeira é uma coisa de dar dó pra não falar dar vergonha.

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