Mato Grosso do Sul produziu em 2011, 33,7 milhões de toneladas de cana numa área de 490 mil hectares, ocupando o 5º lugar no ranking nacional de produção. “Ainda temos espaço para crescer no Estado e a produção de cana ainda tem a vantagem de ajudar o produtor no gerenciamento de risco e na recuperação de áreas degradadas”, disse Luis Alberto Moraes Novaes, presidente da Fundação MS e coordenador da Comissão de Agroenergia da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS). A cana está presente na 16ª edição do Showtec, que termina hoje (27) em Maracaju.
“Essa é a oportunidade de mostrar aos produtores que podemos transformar o potencial do setor em realidade”, afirma o presidente. De acordo com a Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), a cana ocupa apenas 4% da área destinada à agropecuária no Estado. “Em Maracaju temos 400 mil hectares de área útil, sendo 160 mil de pastagem, com alguns hectares já degradados. Somente aqui na região, sobra espaço para plantação da cana”, complementa Moraes Novaes.
Além de ser alternativa para recuperação de pastagem, a cana tem outras vantagens. “Suporta os riscos climáticos, como a seca, por exemplo, e tem um mercado em crescente aumento”, aponta Paulo Junqueira, da Fazenda Pai Cuê. Durante o giro tecnológico “Novos Sistemas de Produção e Comercialização. Fornecedores de Cana”, Paulo apresentou resultados do plantio da cana em algumas cidades do Estado e como a cultura resistiu à estiagem em 2011.
