O deputado federal Geraldo Resende apoiou esta semana, da tribuna da Câmara, a proposta da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela escolha do tema da Campanha da Fraternidade deste ano, “Fraternidade e Saúde Pública”, que tem como lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”.
“Uma importante definição que mostra uma perfeita sintonia entre a Igreja Católica, além de outras denominações e os principais anseios da sociedade brasileira”, avalia o parlamentar, ao observar que levantamentos de opinião mais recentes apontam que cerca de 28% da população brasileira reprova o atendimento à saúde ofertado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Como médico e ex-secretário estadual de saúde, Geraldo acredita que dois itens devem estar concatenados para oferecer a população qualidade em atendimento: orçamento e gestão. Como deputado federal no terceiro mandato, Geraldo sempre trabalhou para dotar Dourados e Mato Grosso do Sul de recursos suficientes.
“A CNBB aproveita este período de Quaresma, ou seja, o intervalo entre a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa, para debater pontos muito importantes da assistência a saúde de nossa gente. O objetivo da Igreja Católica é levar a população a uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção dos enfermos, e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde. E isso é muito importante”, salientou Geraldo.
Debate
Geraldo Resende propôs uma discussão sobre os gestores municipais da área. De acordo com o parlamentar, muitas cidades padecem de falta de recursos para prestar um atendimento digno às suas populações. “Porém, algumas administrações municipais, por meio do trabalho de seus representantes em Brasília, possuem recursos para investimento, mas por deficiência de corpo técnico, gestão, pessoal, ou por falta de vontade política, não conseguem executar as ações, que transformariam a saúde no interior do País”, avaliou.
“A saúde em meu Estado e no Brasil é uma das minhas maiores preocupações como congressista, sobretudo das parcelas geralmente negligenciadas, como os indígenas, os mais pobres, as crianças, as mulheres grávidas, que constituem um público ainda esquecido pelo nosso prodigioso crescimento econômico”, discursou o deputado, em Brasília.
O deputado desejou ainda que a Campanha da Fraternidade, por sua dimensão e relevância, não se restrinja aos meios católicos, mas que seja abrangente em seu alcance. “Estou certo de que também os evangélicos, anglicanos, luteranos, as religiões afro-brasileiras, os povos indígenas e até mesmo os céticos concordam com a importância desse tema e estarão dispostos, cada um a sua maneira, a se envolver nessa campanha, e a fazer seu melhor em prol da saúde do povo brasileiro e em defesa do Sistema Único de Saúde”.
Geraldo colocou à disposição da “Campanha da Fraternidade” as experiências que acumulou enquanto gestor em saúde e parlamentar, para a elaboração de propostas práticas a serem discutidas pela comunidade devidamente mobilizada e apresentadas às diferentes esferas de Governo.
Compromisso
Reafirmando o compromisso com a saúde pública e as práticas mais saudáveis, Geraldo lembra ter viabilizado, para Mato Grosso do Sul, 28 ‘Academias da Saúde’ junto ao Ministério da Saúde, das quais duas para Dourados, que também recebeu uma emenda individual para a construção de outras 10 estruturas semelhantes. Será um investimento de mais R$ 2 milhões, que proporcionará qualidade de vida, práticas esportivas e de lazer, espaços para alongamentos e aulas, além de profissionais custeados pela pasta da Saúde.
Outra temática fundamental a ser discutida em Dourados, segundo o deputado, é a saúde da mulher. Geraldo explicou que está em análise técnica no Ministério o projeto de construção do Instituto da Mulher e da Criança, um novo hospital, ligado à Universidade Federal da Grande Dourados, que será referência ao atendimento da saúde feminina para região, que demandará investimentos de quase R$ 18 milhões.
Citando outros exemplos Geraldo Resende disse que existem recursos que foram viabilizados desde 2007 para Dourados, mas por limitações nos projetos apresentados, seguem em análise no Ministério da Saúde, sem previsão de pagamento. Para a saúde da mulher, o deputado viabilizou R$ 901.550,00 para a construção da Clínica da Mulher, processo que se arrasta há cinco anos por deficiência dos projetos encaminhados pela Prefeitura.
O parlamentar salienta, ainda que também conseguiu viabilizar R$ 3,1 milhões para a reforma do Hospital da Vida. “Com a lentidão da Administração Municipal em tirar esta ação do papel, o Governo do Estado tomou para si a gerência. Dos valores citados, R$ 1 milhão e a execução dos projetos serão construídos sob a responsabilidade do Executivo estadual”, explica.






