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Blog do Clóvis

Interpretando a corrupção como coisa pública

06 de setembro 2011 - 11h53 Por Redação Douranews
Interpretando a corrupção como coisa pública

Mais uma Semana da Pátria que se vai. E o questionamento sobre o significado da independência, direito a que todos deveriam ter, constantemente perseguido pelas nações mais dependentes e, obviamente, anseio de muitos que ainda vivem sob o jugo da tirania e dos regimes ditatoriais, continua.

Quanto ao povo, este não precisa de mais independência! Até porque a “dependência”, fator inverso ao sagrado direito democrático, é madrinha-mãe da corrupção. E como é boa essa tal de corrupção! Tão boa que já se transformou em patrimônio cultural, enraizada no nosso cotidiano e indispensável para a compreensão do próprio ser humano.

O mestre Aurélio [Buarque de Hollanda, o pai do mais completo e atualizado dicionário da língua portuguesa], define corrupção como um substantivo que traduz o ato ou efeito de corromper, a decomposição, putrefação, devassidão, depravação, perversão, e por aí vai. Nessa mesma linha, define o corruptor, adjetivo que se aplica àquele que corrompe, observando que, no caso de políticos, transforma-se em substantivo masculino  “alterador de textos, aquele que suborna, subornador”.

Então, como é saudável um subornozinho de vez em quando! Essa, aliás, é uma prática caseira e usual de todo cidadão do mundo. “Se você passar de ano, ganha a viagem da Disney!” Eita suborno caro... “Manhê, o que eu vou ganhar se te ajudar a guardar as compras do mercado?” Viu, só faltou constar o termo, ipsis litteris, assim mesmo, como está no Aurélio, textualmente, com as mesmas letras...

Talvez seja por isso, inclusive, que o PT esteja querendo, agora, controlar (termo , aliás, meio forte) os meios de comunicação. E não pensem que é apenas porque a revista Veja flagrou o Zé Dirceu comandando o esquema político nacional de um quarto de hotel em Brasília. Trata-se de algo bem maissss consistente. E o pior de tudo (ou seria, melhor?!), tem setores da Mídia que estão mesmo precisando do tal controle.

Viva o 7 de Setembro!