De acordo com o coordenador do núcleo de esportes da instituição, Istvan Karoly, os investimentos em infraestrutura nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo também estão bastante atrasados, com somente 8 por cento do valor previsto já executado.
"Em termos de agilidade de investimentos há uma lentidão muito grande e estamos andando nessa preparação a passos de cágado", disse o economista da FGV a jornalistas na apresentação do relatório.
O estudo colocou em 6,4 bilhões de reais o custo total de preparação dos 12 estádios do Mundial, dos quais até agora foram aplicados 505 milhões de reais. As intervenções em mobilidade urbana, aeroportos e saneamento, entre outros, devem demandar 22,3 bilhões de reais, de acordo com números da FGV, mas até o momento somente 8 por cento saíram do papel.
O relatório revela que as arenas de Salvador e Belo Horizonte são as mais adiantadas, mas mesmo assim o ritmo ainda é lento. Em Minas Gerais, os desembolsos para a reforma do Mineirão chegaram a 13 por cento do investimento previsto em 666 milhões de reais e, em Salvador, as aplicações somam 16,9 por cento de uma obra orçada em 591 milhões de reais.
Em contrapartida, as arenas de Natal e São Paulo estão praticamente na estaca zero e as duas cidades já foram descartadas da Copa das Confederações, que acontecerá um ano antes do Mundial.
BNDES
Oito dos 12 estádios já solicitaram empréstimo de até 400 milhões de reais ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tem uma linha de financiamento de 4,8 bilhões de reais para as arenas do Mundial, de acordo com o superintendente Ricardo Ramos, um dos responsáveis no banco pelo programa.