Manifestantes bolivianos, taxistas, mantém fechada a fronteira entre o Brasil e a Bolívia para o tráfego de veículos. O movimento iniciou à zero hora de hoje e terá a duração de 24 horas. Eles reivindicam a regularização dos veículos que circulam sem documentação naquela região. A intenção, segundo um dos líderes do movimento, é que o governo boliviano envie uma comissão para solucionar o problema.
A reivindicação se deve ao fato de que as famílias que estão com esses veículos, enfrentam grandes transtornos por não poderem circular com os carros por todo o país. "Essas famílias que possuem esses veículos sem documentação, ficam presas apenas à região da província, sem poder circular pelo país e quando necessitam transitar fora desse eixo, precisam gastar com deslocamento, hospedagem, são vários gastos que poderiam ser evitados caso os veículos estivessem com as documentações em dia", argumentou.
Questionado se a nacionalização desses veículos não traria transtornos, pois há possibilidade de muitos desses carros serem provenientes de roubos ou furtos, Antonio respondeu que a reivindicação da regulamentação irá transcorrer de maneiras legais, visando combater esse tipo de situação.
"Para evitar que esse tipo de situação ocorra e que carros provenientes de furtos ou roubos sejam regularizados na Bolívia, queremos trabalhar com toda a legislação vigente, até porque nosso país possui uma listagem com os veículos roubados e furtados e podemos até ajudar a recuperar alguns carros. Porém, grande parte dos veículos que circulam pela Província, é do Chile, de Tóquio. Mesmo sendo exportados eles vêm sem documentação, são questões de trâmites nacionais", enfatizou o vice-presidente.