"A nossa expectativa de inflação era, no começo do ano, extremamente diferente do que temos nesse momento e, apesar do descrédito, conseguimos fazer o ajuste fiscal, o corte no Orçamento, a diminuição das despesas que eram necessárias para que nós pudéssemos enfrentar esse período", disse Ideli a jornalistas após o encontro, que celebrou os primeiro seis meses do governo.
Em fevereiro, o governo determinou um corte de 50,1 bilhões de reais no Orçamento para 2011. Um mês depois, ampliou o corte orçamentário em 577 milhões de reais, elevando o valor total do contingenciamento para 50,7 bilhões de reais.
"Ela fez uma observação de forma muito clara no caso da aprovação do salário mínimo. Inclusive fazendo uma referência explícita de que se não tivéssemos tido a capacidade política de aprová-lo dentro da regra, não estaríamos tendo as condições de fazer o ajuste fiscal que o Brasil conseguiu fazer", disse Ideli.
Segundo a ministra, Dilma expôs aos líderes a situação da inflação do país ao assumir o cargo, em janeiro, e as medidas tomadas pelo governo para contê-la. Mas, segundo Ideli, a preocupação com o tema continua.
No encontro, Dilma também comparou a situação fiscal do Brasil com a dos Estados Unidos e países europeus, que enfrentam problemas relacionados à dívida.
"Os comparativos foram feitos de forma explícita pela presidente, inclusive colocando as dificuldades não só econômicas como políticas que os EUA estão enfrentando nesse momento, bem como a situação da Europa, que é extremamente preocupante para todos nós", disse.
PR E PAGOT