A diretoria da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) segue amanhã (31) para Salvador/BA onde, juntamente com lideranças sindicais de outros cinco estados, participa da reestruturação da Anercs (Associação Nacional das Entidades Representativas de Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares do Brasil).
Após aprovar o estatuto e eleger a nova diretoria para o próximo triênio, a entidade deverá organizar um movimento nacional unificado para pressionar os deputados para colocarem a PEC 300, que estabelece um piso nacional para a classe, novamente em pauta.
De Mato Grosso do Sul, embarcam para Salvador o presidente da entidade, Edmar Soares; o vice, Cláudio Souza; o diretor-financeiro, Cezar Alexandre Piccoli; e o coordenador da assessoria jurídica, Antônio Marcos Porto Gonçalves.
“Apesar de desarticulada, a Anercs tem desempenhado um papel importante na luta pela PEC. Lá, vamos tirar um indicativo de paralisação nacional”, afirma Souza. Além dos diretores da ACS, encabeçam a reestruturação da Anercs lideranças sindicais de São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A iniciativa de fortalecer novamente a entidade surgiu após o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), dizer que a PEC não deve ser votada neste ano por conta do corte de gastos. A presidente Dilma Rousseff (PT) pediu apoio aos partidos para que não “criem despesas que não tenham fontes de receita”.
A Anaspra (Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais) “não tem trabalhado” pela aprovação da PEC, segundo o presidente da ACS, Edmar Soares. “O presidente da entidade, Cabo Patrício, é deputado distrital pelo PT, partido que tem emperrado a tramitação da proposta na Câmara”, aponta.