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Grevistas mantêm esperança de fechar acordo com Correios antes do dissídio

06 de outubro 2011 - 21h29 Por Redação Douranews, com Agência Brasil
Grevistas mantêm esperança de fechar acordo com Correios antes do dissídio
Os funcionários dos Correios, em greve há 23 dias, ainda acreditam em um acordo com a direção da estatal antes que do julgamento do dissídio coletivo, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na terça-feira (4), os 35 sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios nos estados e no Distrito Federal rejeitaram o acordo firmado pelo comando de greve com a empresa e decidiram permanecer em greve.

Segundo José Gonçalves de Almeida, do comando de greve, os funcionários consideram que é possível melhorar a proposta da estatal. “Entendemos que [levar o dissídio para julgamento no] o TST é ruim para as duas partes. Achamos que podemos chegar a uma condição negociada antes do dissidio”.

Almeida foi um dos membros do comando de greve que se opôs ao acordo firmado com a empresa sob mediação do TST. Segundo ele, os principais pontos criticados pelos grevistas estão relacionados ao desconto dos dias parados e ao pagamento do aumento linear de R$ 80 a partir de outubro. Os trabalhadores queriam compensar os dias de greve com trabalho extra e receber o aumento retroativo a 1º de agosto, que é a data-base da categoria.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva, também torce por um acordo, mas acha que os trabalhadores podem ter perdas se o caso parar na Justiça do Trabalho. “Sempre é melhor negociar do que deixar julgar. A jurisprudência do tribunal não é favorável aos trabalhadores nesses casos [de pagamento dos] dias parados por consequência de greve”.

Uma nova audiência entre as partes está marcada para segunda-feira (10), às 11h, no TST. Se não houver um novo acordo, a ministra Cristina Peduzzi, responsável pelo processo, deverá distribuir o dissídio coletivo a um dos ministros da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), onde a questão será julgada.

Segundo os Correios, desde o início da greve, cerca de 159 milhões de encomendas e correspondências deixaram de ser entregues. A empresa promete fazer um novo mutirão no próximo fim de semana para tentar regularizar as entregas. Com os mutirões, já foi possível entregar cerca de 25 milhões de cartas e encomendas em todo o país e triar mais de 69 milhões.