O presidente interino do Crea-RJ, Clayton Guimarães, explicou que objetivo é verificar possíveis irregularidades na condução das obras pelas empresas contratadas, referentes à ausência ou ao desvio de função dos profissionais, principalmente engenheiros.
“Todos os Creas do Brasil vão fazer um pool de fiscalização, inclusive com outros órgãos, no sentido de buscarmos garantir a presença de profissionais e empresas devidamente habilitados na execução dessas obras, no projeto e sobretudo na execução. Para que se tenha as garantias das condições de segurança e de conforto.”
Guimarães frisou que o objetivo não é fiscalizar irregularidades nas licitações e nos projetos, mas apenas quanto à contratação do pessoal técnico. “A nossa finalidade é verificar o exercício profissional. Se nós identificarmos alguma irregularidade, imediatamente tomaremos nossos procedimentos legais. Caso seja necessário, lançaremos mão do Ministério Público para ações mais efetivas.”
Segundo o presidente interino do Crea-RJ, é necessária a presença de engenheiros com formação específica para cada parte da obra. “Empresa que tenha multiplicidade de atribuições, como construção civil, área elétrica e mecânica, precisa ter um profissional especialista em cada área como responsável técnico.”
Guimarães sinalizou que, apesar do objetivo principal ser o de fiscalizar a profissão, os engenheiros vão estar atentos a outras irregularidades. “Evidentemente que nós, enquanto cidadãos, observamos tudo com olhar bastante atencioso em relação ao custeio das obras e aos legados para a população no futuro. Para que não fiquemos com uma série de elefantes brancos espalhados após a Copa do Mundo e as Olimpíadas.”