A Agesp (Agência Goiana do Sistema de Execução Penal) nomeou para a direção do Centro de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia, em Goiás, o agente prisional Romeu Fonseca Lopes, condenado em primeira instância pela Justiça do Estado pela prática de tortura contra 23 presos.
A denúncia é da Pastoral Carcerária do Estado de Goiás que, juntamente com o Conselho da Comunidade, havia enviado carta ao presidente da Agência pedindo para não nomear Romeu Fonseca para cargos de confiança. “O Sr. Edemundo Dias [presidente da Agesp] jamais respondeu à carta”, protesta a Pastoral, conforme notícia publicada no portal da Adital notícias
“O estado de Goiás conta com muitos agentes penitenciários capazes de administrar prisões sem recorrer à violência ou outras práticas criminosas contra presos. Nomear alguém com condenação por tortura em massa de presos revela o descaso do Governo de Goiás com os direitos da pessoa, estimula a violência institucional e comunica aos bons agentes que não há lugar para eles no sistema prisional goiano”, diz a nota publicada pela entidade religiosa.