A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) condenou nesta segunda-feira (20) o assassinato dos jornalistas Paulo Rocaro, redator-chefe do "Jornal da Praça" e diretor do site "Mercosul News", morto com nove tiros de pistola em Ponta Porã e Mario Randolfo, editor do site "Vassouras na NET", baleado junto com a esposa em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a entidade, esses crimes precisam ser esclarecidos para proteger a liberdade de imprensa. "Esses crimes são inaceitáveis e constituem um ataque intolerável à profissão do jornalismo e ao direito humano fundamental da liberdade da palavra", afirmou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em comunicado.
A responsável pela agência da ONU pediu "uma investigação exaustiva sobre os crimes", porque "é essencial que os jornalistas possam continuar informando sem temer por suas vidas e a segurança de seus familiares", segundo informa o portal Uol.
Segundo os cálculos da Unesco, desde 2002 foram assassinados 11 jornalistas e funcionários da imprensa no Brasil. A organização apoiou no ano passado um projeto de pesquisa sobre as características e funções dos meios de informação da União Europeia que operam em áreas violentas ou difíceis do Rio de Janeiro, que devem "ajudar aos profissionais desses meios a desenvolver seu trabalho com mais segurança".