O senador Waldemir Moka (PMDB) negou ontem (10) que tenha sido indicado pelo líder do partido, senador Renan Calheiros (AL), para presidir o Conselho de Ética do Senado. O senador sul-mato-grossense se reuniu no início da noite com Renan, que desmentiu a suposta indicação do PMDB.
"O líder me disse que a informação não procede. E que a escolha do presidente será feita até quinta-feira (amanhã, 12)", informou Moka, observando que há menos de duas semanas já havia sido foi indicado para ser o presidente da Comissão Mista do Congresso encarregada de dar parecer sobre a Medida Provisória 562, que prevê recursos para a área educacional do país.
"Estranhei porque estou com missão muito importante, que é a de conduzir a discussão de uma MP que trata da educação, tão ou mais importante quanto a presidência do Conselho de Ética do Senado", avaliou.
Moka afirma que é provável que o Congresso Nacional instale na próxima semana CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar os negócios envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira. "Neste momento, a criação de uma CPI mista se torna inevitável, até porque o Supremo negou encaminhar ao Senado informações que dispõe sobre o envolvimento do senador Demóstenes", disse.