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Empresária envolvida com governador de Goiás fala hoje na CPI

03 de julho 2012 - 12h30 Por Redação Douranews
Empresária envolvida com governador de Goiás fala hoje na CPI

Dos quatro depoimentos marcados para hoje (3) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do Cachoeira, apenas um deverá ocorrer. Uma testemunha apresentou atestado médico para não comparecer e outras duas não foram localizadas pela comissão para entregar a convocação.

Somente a empresária Ana Cardozo de Lorenzo, sócia da Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado, empresa contratada na campanha de 2010 do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deverá ser ouvida por deputados e senadores. A Serpes recebeu depósitos da Alberto&Pantoja, indicada pela Polícia Federal como empresa fantasma de Carlinhos Cachoeira.

Os agentes da Polícia Legislativa não conseguiram notificar o ex-presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso, que teria sido indicado ao cargo pelo bicheiro. A alegação é que o ex-presidente estava em viagem. No relatório dos policiais entregue à CPI, eles informaram que a empregada da casa de Cardoso, em Goiânia, disse que tinha ordem para nem receber, nem assinar qualquer documento.

A empresária Rosely Pantoja, responsável pela Alberto&Pantoja, também não foi localizada. De acordo com o relatório dos policiais, o irmão de Rosely, Carlos Alberto Rodrigues da Silva, informou que há dois anos não sabe o paradeiro dela.

O único a apresentar atestado médico foi Joaquim Gomes Thomé Neto, que passou por um exame de cateterismo no último dia 26. Ele é apontado pela Polícia Federal como responsável pelas escutas clandestinas que auxiliavam o esquema comandado por Cachoeira. No atestado, ele alegou apresentar um quadro de "oscilação de pressão e tonturas sucessivas". Com informações do portal Terra.

Cachoeira

Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina.

O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.