Dos quatro depoimentos marcados para hoje (3) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do Cachoeira, apenas um deverá ocorrer. Uma testemunha apresentou atestado médico para não comparecer e outras duas não foram localizadas pela comissão para entregar a convocação.
Somente a empresária Ana Cardozo de Lorenzo, sócia da Serpes Pesquisas de Opinião e Mercado, empresa contratada na campanha de 2010 do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deverá ser ouvida por deputados e senadores. A Serpes recebeu depósitos da Alberto&Pantoja, indicada pela Polícia Federal como empresa fantasma de Carlinhos Cachoeira.
Os agentes da Polícia Legislativa não conseguiram notificar o ex-presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso, que teria sido indicado ao cargo pelo bicheiro. A alegação é que o ex-presidente estava em viagem. No relatório dos policiais entregue à CPI, eles informaram que a empregada da casa de Cardoso, em Goiânia, disse que tinha ordem para nem receber, nem assinar qualquer documento.
A empresária Rosely Pantoja, responsável pela Alberto&Pantoja, também não foi localizada. De acordo com o relatório dos policiais, o irmão de Rosely, Carlos Alberto Rodrigues da Silva, informou que há dois anos não sabe o paradeiro dela.
O único a apresentar atestado médico foi Joaquim Gomes Thomé Neto, que passou por um exame de cateterismo no último dia 26. Ele é apontado pela Polícia Federal como responsável pelas escutas clandestinas que auxiliavam o esquema comandado por Cachoeira. No atestado, ele alegou apresentar um quadro de "oscilação de pressão e tonturas sucessivas". Com informações do portal Terra.
Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina.
O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.