A primeira parte da audiência judicial da Operação Monte Carlo, destinada à oitiva das testemunhas de defesa e de acusação sobre o esquema criminoso do qual o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, é apontado como líder, terminou na tarde desta quarta-feira (25) em Goiânia/GO, informa a Agência Brasil.
Das 14 testemunhas convocadas inicialmente, quatro de acusação e dez de defesa, oito foram dispensadas ou não compareceram, todas da defesa. As quatro testemunhas de acusação, que são policiais federais, confirmaram a existência do esquema criminoso comandado por Cachoeira. As únicas testemunhas de defesa que se manifestaram, Liezer Clementino Ribeiro e Luiz Otávio Vieira da Paixão, limitaram-se a falar da vida pregressa do réu Wladimir Garcez, ex-vereador acusado de ser o elo entre o grupo de Cachoeira e a política local.
O processo da Operação Monte Carlo, que corre na Justiça Federal em Goiânia, tem mais de 80 réus, mas foi desmembrado em duas partes para agilizar a tramitação em relação àqueles que estavam detidos preventivamente. Atualmente, só Cachoeira e Gleyb Ferreira, um de seus assistentes, estão presos.
Além do processo de Goiânia, a Operação Monte Carlo resultou em outros processos, no STF (Supremo Tribunal Federal), em relação a parlamentares com foro privilegiado, como o então senador Demóstenes Torres. Como Demóstenes teve o mandato cassado, o processo deverá ser enviado para a Justiça de primeira instância.