O MPL (Movimento Passe Livre), o grupo Black Bloc e integrantes de movimentos sociais fizeram um protesto nesta sexta-feira (25) no centro de São Paulo por melhorias no transporte público da capital. A manifestação começou pacífica, mas acabou com confronto entre policiais e manifestantes após a marcha. Na chegada ao terminal do Parque Dom Pedro II, mascarados depredaram bancos, comércio e incendiaram ônibus. Após horas apenas observando os manifestantes, a Polícia Militar agiu, lançando bombas de efeito moral, que foram revidadas com coquetéis molotov e pedras. Uma delas atingiu a cabeça de um policial, que precisou de atendimento médico.
Os manifestantes se concentraram à tarde em frente ao Theatro Municipal, e eram acompanhados de perto por um contingente de cerca de 800 policiais. Por volta das 17h20, havia cerca de 200 pessoas no local. Elas pediam o retorno de linhas de ônibus que ligavam diretamente bairros ao centro da cidade e que foram retiradas pela Prefeitura do itinerário. De acordo com o MPL, as linhas não eram lucrativas para as empresas e, por isso, não circulam mais. A SPTrans afirma que esse pensamento é "conservador", e que as mudanças eram necessárias.
O ato fazia parte da Semana Nacional de Luta pelo Passe Livre. A Tropa de Choque da Polícia Militar reforçou o policiamento no local. Cerca de 30 homens faziam uma barreira em frente à porta principal do teatro, e outros 50 acompanhavam a manifestação do outro lado da rua. Os manifestantes saíram então em caminhada, sem anunciar o trajeto que seria percorrido. “Isso vocês vão saber depois. Quem não anda não vai para frente”, disse um dos manifestantes ao ser questionado sobre itinerário.
A marcha percorreu algumas das principais vias do centro, gerando pontos de lentidão no trânsito, que chegou a acumular mais de 170 quilômetros de congestionamentos, mas antes das 20 horas já estava normalizado na capital.