Professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), integrante da equipe que realizou o primeiro transplante de coração no estado e um dos médicos que atendeu o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve crise de hipertensão em uma das visitas a Recife, o médico Cláudio Amaro Gomes, de 57 anos, está preso na capital pernambucana. Ele e o filho, o estudante de Direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, de 32 anos, são os principais acusados do assassinato do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, de 36 anos, morto com quatro tiros na cidade de Jaboatão dos Guararapes, no dia 12 de maio.
De acordo com reportagem do O Globo, a polícia chegou a pensar que tratava-se de um caso de latrocínio, mas descobriu que no dia da morte o médico foi arrastado por dois homens no prédio onde morava, na praia de Boa Viagem, em Recife. O médico preso é funcionário de um dos mais conceituados hospitais particulares da cidade: o Real Português. O carro da vítima, um golf de placa OYS 1564, foi encontrado no bairro da Guabiraba, na zona norte da capital.
O Instituto Tavares Buril, da polícia científica, identificou as impressões digitais encontradas no recipiente que continha o combustível utilizado para queimar o veículo da vítima. As impressões digitais são as mesmas do estudante, que é filho do médico. Ele responde, ainda, por porte ilegal de arma, segundo o jornal.