Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
26°C
Brasil

Na estiagem paulista, homem apresenta máquina de fazer água

17 de outubro 2014 - 12h41 Por Redação Douranews
Na estiagem paulista, homem apresenta máquina de fazer água

'Quer um pouco de água?'. A pergunta em tom de brincadeira feita pelo engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino poderia soar como ironia para quem lida com torneiras secas no interior de São Paulo, não fosse o resultado do invento capaz de produzir até cinco mil litros por dia, quando ligado à tomada. O desafio dele é popularizar a máquina, uma vez que cada litro custa R$ 0,17 de energia e a produção sob encomenda deixa o preço 'salgado'.

Sem formalidades na fábrica instalada no Jardim Paulista, em Valinhos (SP), ele diz que a opção já está disponível no mercado desde 2010. A primeira, com visual que se assemelha a um bebedouro com visor colorido e moderno, custa R$ 8 mil e pode 'fabricar' 30 litros de água potável por dia. Tudo isso com um diferencial: temperatura de 10º C a 90º C. "É preciso apenas que a umidade relativa do ar esteja igual ou superior a 10%", falou ao comentar que ela não funciona em nível inferior, por tratar-se de percentual mínimo indicado pela Organização Mundial da Saúde, e a umidade retirada do ambiente não é significativa.

A produção envolve 12 processos de filtragem, entre eles, quatro para inserção de sais minerais que permitem o consumo do líquido. "Adicionamos magnésio, cálcio, potássio e silício e, além disso, tem quase zero de sódio. Se houver alguma falha na purificação, ela trava atuomaticamente. Não existe no mercado água com este nível de pureza", destacou Paulino.