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Vence hoje prisão temporária de investigados na 16ª fase Lava Jato

06 de agosto 2015 - 12h17 Por Do G1/Douranews
Vence hoje prisão temporária de investigados na 16ª fase Lava Jato

A prisão temporária de Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-diretor-presidente da Eletronuclear, e de Flávio David Barra, presidente global da AG Energia, controlada pelo grupo Andrade Gutierrez, vence nesta quinta-feira (6).

Os dois foram presos na 16ª fase da Operação Lava Jato e estão detidos na carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Os dois são suspeitos de participar de um esquema de corrupção envolvendo a Eletronuclear nas obras de Angra 3, no Rio de Janeiro. A Eletronuclear tem economia mista e o controle acionário é da União.

Como a prisão temporária dos dois investigados já foi prorrogada por mais cinco dias, o que pode acontecer agora é uma conversão para prisão preventiva, quando não há prazo para expirar, ou a liberdade.

O pedido para preventiva deve partir da PF ou do Ministério Público Federal (MPF) e a decisão cabe ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

A Eletronuclear foi criada em 1997 para operar e construir usinas termonucleares e responde hoje pela geração de 3% da energia elétrica consumida no país.

Othon Luiz Pinheiro foi afastado do cargo em abril deste ano, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da empresa, que é uma subsidiária da Eletrobras. Ele é suspeito de receber R$ 4,5 milhões em propina.

"A Andrade Gutierrez repassava valores para a empresa de Othon Luiz por meio de empresas intermediárias que atuavam na fase de lavagem de dinheiro", afirmou o procurador do MPF Athayde Ribeiro Costa.

Já Flávio David Barra foi citado na delação do ex-presidente da empreiteira Camargo Corrêa Dalton Avancini, que afirmou que havia um acerto futuro de pagamento de propina a funcionários da Eletronuclear, referente às obras de Angra 3, e que Flávio teria participado da reunião, em agosto de 2014.

No mesmo dia da deflagração da operação, o juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 60 milhões. De acordo com a solicitação do magistrado, R$ 20 milhões são referentes a Othon Luiz Pinheiro da Silva, e o mesmo valor refere-se ao executivo da empreiteira Andrade Gutierrez Flavio David Barra. Os outros R$ 20 milhões restantes devem ser bloqueados da Aratec Engenharia, Consultoria & Representações Ltda, que pertencente a Othon Luiz.