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Ministro diz que post de Facebook "vazou" operação antiterror da PF

22 de julho 2016 - 00h53 Por Redação Douranews
Ministro diz que post de Facebook "vazou" operação antiterror da PF Ministro da Defesa, Raul Jungmann, criticou vazamento de operação antiterrorismo pela PF — Foto: Reprodução (MSN)

A divulgação da operação antiterrorismo deflagrada nesta quinta-feira (21) pela Polícia Federal foi feita contra a vontade do governo, afirma o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Ele revelou nesta tarde que há dias o grupo detido já vinha sendo monitorado, de acordo com o UOL. A prisão só foi anunciada pelo Ministério da Justiça, em razão da mulher de um suspeito ter publicado no Facebook uma postagem sobre a operação.

"O juiz da vara [que autorizou a operação] cobrou sigilo. Mas a questão vazou porque a esposa de um deles colocou a questão no Facebook. Aí então, evidentemente, isso nos fugiu do controle", admitiu Jungmann.

Conforme o próprio ministro aponta, a chance das pessoas detidas praticarem um ato terrorista durante os Jogos Olímpicos era pequena. Aparentemente, o grupo era amador e não tinha organização suficiente para apresentar risco à Olimpíada.

No entanto, a Lei Antiterrorismo em vigor no Brasil estabelece que o planejamento de um ato terrorista em território nacional já é um crime. Cabe às forças de segurança, portanto, reprimir qualquer atuação desse tipo. "Eles cruzaram a linha. Começaram a preparar um ato terrorista. O preparativo é crime", disse o ministro.

Jungmann reafirmou que não é provável que algum ato terrorista ocorra no país durante a Rio-2016. Ele ressaltou também que as equipes de segurança e defesa monitoram outros suspeitos. Isso, porém, não elevou a atenção do governo quanto a ameaças.

"Não somos prioridade [do terror]", disse ele. "Mas estamos vivendo um momento de stress pré-megaevento. Isso aconteceu um Londres, em Pequim, e é natural que aconteça aqui por conta dos últimos ataques ocorridos recentemente."

A operação de viabilização da prisão começou no início desta semana. A Agência Brasileira de Inteligência foi responsável por processar os dados e identificar os alvos. A PF colaborou com todo este trabalho – além de órgãos de inteligência de fora do Brasil.

Michel Temer já estava informado da situação e acompanhou o processo.