O líder indígena Vitorino Sanches, de 60 anos, foi executado na frente de sua esposa na tarde de terça-feira (13), em Amambai (MS), a 364 quilômetros de Campo Grande. De acordo com o registro policial, o homem foi assassinado com cinco tiros nas costas, enquanto saía de um escritório de advocacia na região central da cidade.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, Vitorino estava saindo do escritório quando dois homens em uma motocicleta, de cor preta, se aproximaram. O garupa desceu e disparou cinco vezes nas costas do indígena que caiu no chão.
Após os disparos, o autor correu e montou novamente na garupa da motocicleta e fugiu sentido sul da cidade. A esposa de Vitorino viu toda a cena e relatou aos policiais que reconheceu o assassino do marido como ‘Paraguai’.
Testemunhas relataram à polícia que Vitorino estava tendo um caso extraconjugal com a esposa do suposto pistoleiro. De acordo com a polícia, vídeos e mensagens foram enviadas ao celular de 'Paraguai', o que levantou a hipótese. O caso segue em investigação.
Ainda sem acreditar na morte do pai, a filha de Vitorino, Edi Alves, destacou que a família está muito abalada e pede por justiça. “A família está muito abalada. Queremos justiça porque eles tiraram a vida de uma pai, de um trabalhador que acorda todos os dias e vai a luta para buscar o melhor para a família. Por ganância tiraram a vida do meu pai assim, desta forma”, lamentou, muito emocionada.
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Edi Sanches é filha de Vitorino Sanches — Foto: Martim Andrada
Conforme apurado pela reportagem, o corpo de Vitorino passou por necropsia e foi liberado para o sepultamento na tarde de quarta-feira (14). O velório do líder indígena acontece na casa da família ainda nesta quinta-feira (15) . O local é de difícil acesso, principalmente em dias de chuva.