Índios reclamam área de fazenda da família de senadora — Cimi
O Grupo de Transição dos Povos Originários instituído pelo futuro Governo Lula, que cogita, inclusive, de criar um ministério específico a ser entregue para as comunidades indígenas, relacionou sete áreas consideradas como de ocupação indígena na lista de prioridades do novo Governo para serem demarcadas em Mato Grosso do Sul.
A demarcação e declaração dessas áreas como terra indígena deve atingir 128 mil hectares e vai incluir a Terra Indígena Taunay Ipegue, em Aquidauana, que deve ser ampliada dos atuais 6.336 hectares para 33,9 mil para contemplar 4.090 índios da etnia Terena. A área é polêmica porque engloba a Fazenda Esperança, das irmãs Miriam e Mônica Alves Corrêa, primas da ex-ministra da Agricultura e senadora eleita, Tereza Cristina (PP).
De acordo com o advogado Eloy Terena, integrante da equipe de transição, o grupo indicou 79 áreas indígenas em todo o País. Sete são de MS, sendo que duas ainda precisam ser declaradas como terra indígena e cinco para ser demarcadas fisicamente.
A área com maior extensão incluída na lista de prioridades é a da Aldeia Cachoeirinha, em Miranda, com 36 mil hectares e que contemplará 4.920 terenas. Em Paranhos falta demarcar a Aldeia Potrero Guaçu, com 4 mil hectares e 786 índios. Ainda precisa ser demarcada a Jata Yvary, em Ponta Porã, com 9 mil hectares e 480 índios. Em Sete Quedas, o GT listou a Reserva Indígena Sombrerito, com 13 mil hectares e 209 pessoas.
Duas áreas ainda precisam da primeira etapa antes da demarcação, que é a declaração de área indígena. Em Paranhos está a Ypoi-Triunfo, com 20 mil hectares e 869 índios. Outros 12 mil precisam ser demarcados para a Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica, em Douradina, onde vivem 1.016 índios, conforme repercute o jornalista Edvaldo Bitencourt, do blog Jacaré