A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou na terça-feira (5) a proposta de acordo de delação premiada à PGR (Procuradoria-Geral da República) e a investigadores da Polícia Federal. A expectativa é que Vorcaro delate políticos e magistrados que tiveram algum tipo de relacionamento ilegal com ele.
Com a entrega do documento, ainda em sigilo, os dois órgãos passarão a analisar a proposta e poderão pedir mais informações que forem consideradas incompletas. O depoimento de Vorcaro também poderá ser marcado pelos investigadores. Em seguida, os benefícios do acordo também deverão ser discutidos. Não há prazo para conclusão da análise.
O acordo ainda está na fase de negociação. Para ter validade, a proposta precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.
O banqueiro voltou a ser preso no dia 4 de março, alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Na quinta fase da operação da PF, nesta quinta-feira (7), o alvo é o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, que receberia 'mesada' de R$ 300 mil do banqueiro, além de usufruir de imóvel de luxo sem pagar aluguel.
André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.


Vorcaro permanece preso em Brasília - (Foto: Divulgação )




