Um repasse de R$ 102 milhões feito pelo Master de 2023 a 2025 pode conectar o banco de Daniel Vorcaro a um setor suspeito de ligações com o crime organizado: o varejo de postos de gasolina.
Os pagamentos, classificados pela instituição financeira como prestação de serviços, foram feitos a uma empresa chamada Metanoein Participações e Consultoria Ltda, que hoje é alvo de investigação por um suposto esquema de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa no Rio de Janeiro.
A sócia-administradora da firma, Rose Evelyn Machado Coité, é apontada pelo Ministério Público Federal como dona de uma rede de postos operada por meio de laranjas.
Rose Evelyn é conhecida em Bangu, bairro da zona oeste da capital fluminense, como importante empresária do mercado de combustíveis, viúva do advogado criminalista César Pimentel Coité, que morreu em 2020. Porém, não há nenhum posto registrado no nome dela nem dos filhos do casal, também apontados como donos de estabelecimentos.
Oficialmente, os registros da Receita Federal mostram participação de Rose Evelyn em apenas cinco firmas de outros ramos, como escritório de advocacia, consultoria e empresa de diagnósticos médicos, todos na zona oeste do Rio.
O CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) da Metanoein tampouco a situa no setor de abastecimento. As atividades da empresa são registradas como serviços de escritório, consultoria em gestão e negócios em geral.


Daniel Vorcaro ainda aguarda decisão sobre delação - (Foto: Divulgação)




