O dia 13 de maio de 2012 dificilmente não ficará marcado na história do Santos. Hoje (13), diante do Guarani, às 16 horas (15 de MS), no estádio do Morumbi, o clube tem a chance de encerrar a "maldição" de títulos que assombra os clubes em anos de centenário e, de quebra, a conquista do tricampeonato paulista após 43 anos para marcar de vez a geração de Neymar e Ganso. A conquista ainda levaria a dupla ao quinto título pelo Santos, três Estaduais, uma Copa do Brasil e, o principal, a Copa Libertadores do ano passado.
Para consolidá-la, o clube poderá perder por até dois gols de diferença. Em caso de derrota por três gols, a decisão será nos pênaltis. Vitória do Guarani com mais de quatro de vantagem dão o título ao clube de Campinas. Em 2012, Santos e Guarani se enfrentaram duas vezes, com dois triunfos santistas sem sequer levar gols, por 2 a 0 e 3 a 0, destaca reportagem do portal Terra.
"Tínhamos três finais pela frente, a primeira foi no último domingo e ganhamos, nos deu motivação. Todas são diferentes, mexem com a confiança. No futebol você ganha e isso dá mais corpo. O primeiro resultado já serviu para isso", afirmou Muricy.
A conquista, apesar de em discurso,ser vista sob olhares cautelosos, é dada como certa para a sequência da temporada. Uma perda inesperada da conquista traria problemas ao time para a difícil sequência na Copa Libertadores, em confronto diante do Vélez Sarsfield-ARG.
Fazendo uma campanha louvável no Campeonato Paulista, o Guarani chegou à final acreditando ser possível bater o atual bicampeão, o Santos, e conquistar o título inédito. A sorte do time passou a mudar antes da decisão, mais precisamente ainda nas quartas de final. Antes do jogo contra o Palmeiras, o capitão Wellington Monteiro rompeu os ligamentos do joelho e teve que passar por cirurgia. Depois dele, mais duas baixas importantes: o meia Fumagalli, com dores crônicas no tornozelo esquerdo, vai ficar de fora por quatro meses; e o lateral direito Oziel, mais um a ficar impossibilitado de atuar nas finais após lesão muscular na coxa.
"Ninguém dava o Guarani como favorito antes do jogo de domingo. Depois do resultado, então, ficou ainda mais difícil. Agora, os jogadores sabem como tem que ir ao jogo para conseguir reverter o placar", afirmou. "Temos que acreditar. Sempre acreditamos. Vamos buscar fazer a melhor partida possível da temporada", completou.