Cinco meses depois que funcionários atearam fogo em alojamentos do canteiro de obras da Usina São Domingos, em Água Clara, alguns locais destruídos já foram reconstruídos. A obra começa a voltar ao ritmo normal somente agora, e sob escolta da Força Nacional de Segurança.
As máquinas estão trabalhando para compor as barreiras de terra que vão servir para o represamento de água da usina. Os vertedouros já foram colocados. Seis viaturas da Força Nacional de Segurança fazem rondas pelo canteiro de obras. O fiscal Valcy de Souza Gonçalves disse que o clima é de tranquilidade.
"A força nacional foi convocada para dar segurança e tranquilidade aos trabalhadores, principalmente agora no retorno ao canteiro", diz o gerente regional da Eletrosul, Ricardo Licks.
Em março deste ano, funcionários atearam fogo nos alojamentos. Lavanderia, lanchonete, área de lazer e uma sala de informática foram destruídos. Segundo a empresa responsável pela obra, a confusão começou depois de uma briga. À época, trabalhadores contaram que um segurança teria agredido um operário.
Dos 12 alojamentos incendiados, nove já foram reconstruídos e outros três ainda devem alojar mais 240 pessoas. Os novos alojamentos foram reconstruídos sobre os que foram queimados. Cerca de 720 trabalhadores já estão acomodados no local.
O espaço onde funcionava a lavanderia também teve de ser reconstruído. A dificuldade em agilizar a obra, segundo os gerentes, foi a falta de mão-de-obra. Atualmente trabalham 850 funcionários na usina. À época que os alojamentos foram queimados, mais de 300 foram mandados embora. "O mercado da construção está muito aquecido, e a gente acaba tendo de recrutar mão-de-obra especializada em vários pontos do país", afirma Rui de Geroni, gerente do consórcio.
Segundo a Eletrosul, o prazo de entrega da Usina São Domingos ainda está previsto para o primeiro semestre de 2012.